Aécio reitera que representa mudança segura e cobra clareza de adversários

quarta-feira, 27 de agosto de 2014 18:47 BRT
 

Por Pedro Belo

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, procurou nesta quarta-feira reforçar a ideia de que representa uma mudança segura em relação ao governo comandado pela presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT.

O tucano tem adotado essa estratégia depois que pesquisas de intenção de voto mostraram a candidata do PSB à frente dele com ampla vantagem. Aécio também voltou a bater na tecla de que tem a melhor equipe para governar o país e cobrou clareza de propostas de seus adversários.

"Temos que respeitar, como eu respeito as outras candidaturas, mas eu não conheço com clareza qual o caminho que elas apresentam ao Brasil", disse o tucano em entrevista ao portal do jornal O Estado de S. Paulo na Internet.

"O modelo que eu represento é o caminho de uma transição segura para um regime fiscal e a política social que vai permitir ao Brasil reecontrar-se com seu destino e com suas esperanças."

Aécio procurou exaltar a equipe que está com ele na campanha eleitoral, depois de anunciar no debate da Band, na madrugada desta quarta, que se vencer as eleições terá o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como ministro da Fazenda.

"Nós temos uma seleção brasileira, nós temos dois, três times para jogarem juntos. E o nosso time não vai se restringir somente ao primeiro escalão", disse.

Os partidários de Aécio têm procurado exaltar o quadro técnico do PSDB que acompanha o candidato e membros da campanha apontaram que Marina não tem uma equipe ao seu lado.

Um dos membros da equipe marineira, inclusive, foi ironizado por Aécio, o economista Eduardo Giannetti, conselheiro econômico da ex-senadora, que em entrevista à Folha de S.Paulo nesta semana disse que Marina chamará os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para serem seus aliados.   Continuação...

 
Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, em campanha em Natal.  21/8/2014 REUTERS/Nuno Guimaraes