Rinaldi admite "tempestade" em início de trabalho na seleção após Copa

quinta-feira, 28 de agosto de 2014 15:00 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Depois das derrotas marcantes na Copa do Mundo em casa, a seleção brasileira tem que estar preparada para enfrentar uma "tempestade" no início do trabalho do técnico Dunga e vitórias nos amistosos de setembro seriam um bom recomeço, avaliou nesta quinta-feira o coordenador de seleções, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi.

O Brasil enfrenta nos Estados Unidos a Colômbia, no dia 5, e o Equador, quatro dias depois, duas equipes que estiveram no Mundial do Brasil.

As partidas marcarão a volta de Dunga ao comando da seleção brasileira. O técnico gaúcho, que treinou a equipe de 2006 a 2010, substituiu Luiz Felipe Scolari após o fracasso na Copa do Mundo, em que o Brasil foi derrotado na semifinal para a Alemanha por 7 x 1 e perdeu para a Holanda por 3 x 0 na disputa de terceiro lugar.

“Temos que ressurgir depois de uma dificuldade muito forte. (No começo) a filosofia une paciência e trabalho. Todos terão que se doar e dar um pouco mais”, disse Rinaldi a jornalistas em evento na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

“Não vai ser céu de brigadeiro; vamos pegar tempestade e temos que sair dela”, completou.

Após os jogos de setembro, o Brasil terá amistosos contra Turquia e Japão até o fim do ano, além do Superclássico das Américas contra Argentina, em Pequim. A CBF ainda busca um adversário para uma data Fifa em novembro.

“Sem dúvida começar com vitória e continuar com vitória vai ser muito bom e muito importante nesse momento. Sabemos que o povo sofreu muito e nós jogadores e ex-jogadores também”, declarou o coordenador de seleções.

A caminhada do Brasil até a Copa da Rússia, em 2018, será bastante dura. Em 2015, o Brasil tem pela frente o início das eliminatórias e Copa América, em 2016 a Olimpíada e uma nova Copa América antes do Mundial em território russo.   Continuação...

 
Rinaldi e Dunga conversam durante entrevista no Rio de Janeiro, em 22 de julho. REUTERS/Ricardo Moraes