Após três altas seguidas, Bovespa cai 1% pressionada por Vale

quinta-feira, 28 de agosto de 2014 17:51 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista interrompeu uma sequência de três altas e fechou em queda nesta quinta-feira, pressionada pela forte queda das ações da Vale em meio a novo declínio dos preços do minério de ferro na China, enquanto agentes também aproveitaram para embolsar um pouco de lucros no aguardo de novidades eleitorais.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,08 por cento, a 60.290 pontos, após renovar máximas desde janeiro de 2013 no fechamento da véspera. Nos três pregões anteriores, o índice tinha acumulado alta de 4,35 por cento. O volume financeiro desta sessão somou 9,14 bilhões de reais.

"É uma realização de lucros pequena", disse o diretor da Mirae Asset Securities em São Paulo, Pablo Stipanicic Spyer, ponderando que é complicado até classificar o movimento como embolso de lucros porque a queda do índice reflete basicamente o declínio de Vale.

"O movimento de Vale acontece porque o minério de ferro está desmoronando, não é realização de lucros", disse.

As ações de Vale recuaram cerca de 4 por cento após os preços do minério de ferro com entrega imediata na China caírem para perto das mínimas desde em 2009, com o preço da tonelada abaixo de 88 dólares, no nono dia de queda seguido.

Dos papéis que têm reagido ao noticiário eleitoral, as ações da Petrobras mostraram volatilidade, mas terminaram no vermelho, em sessão com poucas novidades nessa seara. Investidores esperam para sexta-feira a divulgação de nova pesquisa Datafolha e o programa de governo do PSB.

A perspectiva de mudança no cenário político, entre outros motivos, levou o JPMorgan a elevar a recomendação de Brasil para "overweight" (acima da média do mercado) no portfólio para mercados emergentes.

Cosan apareceu entre os destaques de alta no fechamento, completando uma sequência de cinco valorizações. Em nota a clientes, o Credit Suisse disse que o papel vem sendo guiado pela cena eleitoral, lembrando que Marina sempre apoiou o etanol quando ministra do Meio Ambiente.   Continuação...