Marina reitera tripé e autonomia formal do BC, mas é mais vaga em outros temas econômicos

sexta-feira, 29 de agosto de 2014 21:35 BRT
 

Por Eduardo Simões

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, reforçou nesta sexta-feira seu compromisso com o tripé macroeconômico e com a autonomia formal do Banco Central, mas foi mais vaga ao falar de outros temas econômicos, como de onde virá o financiamento para propostas para a saúde e qual o ajuste fiscal que pretende fazer se eleita.

Falando a jornalistas após o lançamento de seu programa de governo, Marina disse que a situação de recessão que o país está enfrentando "é muito preocupante" e que "é preciso um esforço para recuperar a credibilidade".

Para a candidata do PSB, um dos pontos para a recuperação dessa credibilidade está na institucionalização da autonomia do Banco Central, prevista no seu programa de governo, reiterando também seu compromisso com a rigidez fiscal.

Mas ao ser indagada sobre como financiaria propostas como o investimento de 10 por cento do Produto Interno Bruto na saúde, ela disse, sem dar detalhes, que os recursos virão da "eficiência fiscal", além do combate à corrupção e de uma reforma tributária.

A candidata também evitou ser direta quando questionada sobre se pretende acabar com o Fator Previdenciário, mecanismo que reduz o valor das aposentadorias.

"O Fator Previdenciário está colocado no nosso programa como algo que precisa ser revisitado", disse. "Nosso esforço é que a gente possa fazer o ajuste fiscal... exatamente para que não tenha de fazer em prejuízo da sociedade."

Marina também não disse se pretende reajustar os preços administrados que têm sido represados pelo governo, como gasolina e energia.

Ela afirmou esperar que o governo atual, da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, faça isso. "Nós esperamos que o governo tenha responsabilidade de fazer (o reajuste)."   Continuação...

 
A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, fala durante lançamento do programa de governo do seu partido, em São Paulo, nesta sexta-feira. 29/08/2014 REUTERS/Paulo Whitaker