Marina diz que "medo" é a pior forma de se fazer política

quarta-feira, 3 de setembro de 2014 14:43 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Em resposta às insinuações de que pode ser um novo Jânio Quadros ou outro Fernando Collor de Mello, ex-presidentes que não concluíram seus mandatos, a presidenciável Marina Silva (PSB), afirmou nesta quarta-feira que o "medo" é a pior forma de fazer política.

Em entrevista ao portal de notícias G1, Marina afirmou que a utilização do medo na campanha é semelhante ao "terrorismo" feito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na eleição de 2002.

"Infelizmente quem está querendo ressuscitar o medo é a presidente Dilma (Rousseff, PT). E a pior forma de se fazer política é pelo medo", disse a candidata, em entrevista ao portal de notícias G1 nesta quarta-feira.

"Eu prefiro fazer política pelas duas coisas que orientaram a minha vida: pela esperança e pela confiança", disse a candidata do PSB.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando Jânio e Collor como momentos em que o país escolheu "salvadores da pátria" e "chefes do partido do eu sozinho". Jânio renunciou e Collor sofreu impeachment.

No mesmo dia, mais tarde, o vice na chapa da candidata do PSB, Beto Albuquerque, classificou as comparações como lacerdismo e golpismo. Antes de Albuquerque, a própria Marina já havia rebatido a comparação, citando sua atuação na política para afirmar que "a sociedade brasileira" conhece seus valores e sua luta "há mais de 30 anos".

ERROS E MINISTÉRIOS

Ao ser questionada sobre as erratas de seu programa de governo, Marina aproveitou para alfinetar Dilma, afirmando que a atual gestão não reconhece seus erros, principalmente na condução da economia.   Continuação...

 
Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, durante entrevista no jornal Estado de São Paulo. 05/10/2014 REUTERS/Nacho Doce