Dilma diz que comparação de Marina com Collor foi política da "verdade"

quarta-feira, 3 de setembro de 2014 17:13 BRT
 

Por Ezequiel Fagundes

BELO HORIZONTE (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT), em evento de campanha à reeleição nesta quarta-feira, afirmou que a comparação da adversária Marina Silva (PSB) com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, feita na propaganda de TV da petista, não representa a política do "medo", mas a da "verdade".

"É a política da verdade. O que nós dissemos, não é que as pessoas são iguais, é que se você não tem número suficiente de deputados você não aprova nenhum projeto", disse Dilma ao ser questionada se a comparação de Marina com Collor, hoje aliado de seu governo, seria uma reedição da política do medo que o PT foi alvo em eleições anteriores.

"Acho que na democracia a gente perde e a gente ganha. Inclusive, eu quero dizer que perdi algumas vezes, mas ganhei outras tantas no Congresso Nacional", acrescentou a presidente a jornalistas em Belo Horizonte, antes de participar de uma carreata em carro aberto em Venda Nova, reduto do PT na capital mineira.

Na terça-feira, a propaganda de Dilma na TV exibiu trechos em que um locutor questiona a governabilidade de um eventual governo de Marina, citando os ex-presidentes Collor e Jânio Quadros, que não concluíram os mandatos, como momentos em que o país escolheu "salvadores da pátria" e "chefes do partido do eu sozinho". Jânio renunciou, e Collor sofreu impeachment.

"A necessidade de negociar é inexorável. É importante saber ao negociar não ceder diante dos interesses do Brasil", afirmou Dilma.

A presidente voltou a falar nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, sobre sua preocupação em relação ao programa de Marina no que se refere à industria, e citou como exemplo o impulso dado em seu governo ao setor naval e automobilístico. 

"A política industrial no país é composta por duas coisas que pelo menos o programa da candidata adversária coloca como ela eliminando ou reduzindo a importância", disse, referindo-se à política de conteúdo nacional e a questão dos bancos públicos.

Para Dilma, "é absolutamente temerário, inacreditável, que alguém proponha reduzir o papel dos bancos público".    Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante entrevista em Brasília.  25/9/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino