3 de Setembro de 2014 / às 22:49 / em 3 anos

Marina diz que Mais Médicos é medida complementar e defende programa de governo

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, classificou nesta quarta-feira o programa Mais Médicos do governo da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, como uma medida complementar a outras iniciativas que deveriam ser tomadas para melhorar os serviços de saúde à população.

Em visita à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a ex-senadora afirmou que o programa não deve ser encarado como uma “solução definitiva”, mas que deve ser apoiado como complemento para suprir o atendimento ineficiente.

“Lamentavelmente há uma negligência praticada governo após governo em relação a formarmos mais médicos, para que possamos atender a população a partir dos médicos formados no Brasil”, afirmou ela a jornalistas.

A candidata também voltou a falar na proposta de sua candidatura que prevê o repasse de 10 por cento da receita bruta do governo para a saúde.

Perguntada sobre as pesquisas com células tronco, Marina, que é evangélica, afirmou que os estudos devem ser estimulados e incentivados, e disse ser favorável a um “debate que considere os aspectos éticos, filosóficos e morais em relação à pesquisa científica”.

A candidata se esquivou de uma resposta sobre a questão do aborto, ressaltando que o foco deve ser evitar que “as mulheres tenham essa necessidade”.

“O que está estabelecido na lei é o que deve ser cumprido, o que não está estabelecido na lei, não depende do Executivo, é decisão do Congresso”, declarou.

Especulações de que a coligação de Marina estaria já decidindo alguns de seus ministros para compor o governo caso ela seja eleita em outubro foram negadas pela candidata.

“Para você nomear ministros, é preciso que você primeiro seja nomeado pelo povo brasileiro”, disse ela, completando que não está na mesma cesta que aqueles que “se anteciparam precipitadamente a nomear ministros antes de ser eleito”, em uma clara referência ao candidato do PSDB, Aécio Neves, que afirmou que, caso eleito, nomeará o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga como seu ministro da Fazenda.

Sobre a acusação do candidato tucano de que o programa de governo de Marina teria copiado alguns trechos do Plano Nacional de Direitos Humanos de 2002, elaborado no mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a candidata disse que a defesa dos direitos humanos não deveria “ser privatizada por nenhum partido”.

“Fico imaginando se alguém vai inventar uma outra política econômica por que a atual foi criada no governo do PSDB”, ironizou. Pouco antes, ao discursar no auditório da Faculdade, Marina brincou com o fato de que seus adversários, apesar de não terem apresentado ainda seus programas de governo, leram o seu com muita atenção.

A candidata terminou seu pronunciamento à comunidade médica presente no encontro reutilizando uma frase dita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando venceu a eleição pela primeira vez em 2002.

“A esperança já venceu o medo”, disse Marina, em aparente referência à propaganda de Dilma na TV, em que a candidata do PSB é comparada aos ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Mello, que não concluíram seus mandatos.  

Reportagem de Pedro Belo

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