PT age por “desespero”, diz Marina sobre acusações envolvendo palestras

quinta-feira, 4 de setembro de 2014 13:00 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, afirmou que o “desespero” está pautando a campanha do PT ao Planalto, em referência a reportagem publicada em jornal nesta quinta-feira informando que o partido deve pedir ao Ministério Público que investigue as declarações de rendimentos com palestras da ambientalista.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Marina classificou a possível iniciativa de “factóide” e “acusação injusta”.

“O desespero está fazendo com que eles façam esse tipo de coisa. Eu lamento profundamente que a presidente Dilma (Rousseff, que tenta a reeleição) se submeta a esse tipo de lógica do poder pelo poder, de que vale tudo para ganhar uma eleição”, disse a candidata.

Reportagem publicada na Folha de S.Paulo desta quinta-feira afirma que o PT deve pedir o Ministério Público que investigue possível omissão de Marina sobre ganhos obtidos com palestras. Segundo a própria candidata, as palestras renderam um faturamento bruto de 1,6 milhão de reais em quase quatro anos.

Marina aproveitou a entrevista para voltar a criticar as insinuações exibidas pelo programa obrigatório do PT de que pode ser um novo Jânio Quadros ou outro Fernando Collor de Mello, ex-presidentes que não concluíram seus mandatos.

“Ver o PT no seu programa eleitoral dizer que eu posso ser cassada, fazendo uma ameaça inclusive à nossa democracia, à nossa Constituição, eu nunca imaginei que eu pudesse ver uma coisa dessa, nós que lutamos tanto pela democracia”, disse a ex-senadora, que já integrou os quadros do PT.

PROMESSAS E COMPROMISSOS

Além das críticas aos ataques da campanha adversária, Marina também utilizou a transmissão no rádio para reafirmar compromisso em enviar projeto de uma reforma tributária no seu primeiro mês de governo, promessa que havia sido feita pelo então candidato do PSB Eduardo Campos, morto em trágico acidente de avião em agosto.   Continuação...

 
Candidata à Presidência dlo PSB, Marina Silva, durante debate na  Band. 26/8/2014  REUTERS/Paulo Whitaker