Criação de vagas nos EUA em agosto é a menor em 8 meses, força de trabalho diminui

sexta-feira, 5 de setembro de 2014 10:40 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - A criação de vagas nos Estados Unidos teve forte desaceleração em agosto e mais norte-americanos desistiram de procurar empregos, dando mais razões para que um cauteloso Federal Reserve, banco central dos EUA, aguarde mais tempo antes de elevar as taxas de juros.

A criação de vagas fora do setor agrícola chegou a 142 mil no mês passado, a menor em oito meses, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. A taxa de desemprego caiu 0,1 ponto percentual, para 6,1 por cento, uma vez que as pessoas saíram da força de trabalho.

Os dados de junho e julho foram revisados para mostrar 28 mil vagas a menos criadas do que relatado anteriormente, ampliando o tom de fraqueza. Além disso, não houve criação de vagas na indústria e as vagas no varejo caíram pela primeira vez desde fevereiro.

"Claramente é decepcionante, mas a preponderância das evidências é que a economia ainda está ganhando muita tração", disse Russell T. Price, economista sênior do Ameriprise Financial.

Economistas projetavam criação de 225 mil vagas em agosto e que a taxa de desemprego cairia para 6,1 por cento.

A desaceleração inesperada na criação de vagas contradiz com indicadores do mercado de trabalho como os pedidos iniciais por auxílio-desemprego, que estão perto dos níveis pré-recessão.

Além disso, pesquisas do setor industrial e de serviços mostraram também forte criação de empregos em agosto, e a percepção de famílias sobre o mercado de trabalho melhorou significativamente, o que segundo economistas era consistente com condições mais apertadas no mercado de trabalho.

Alguns economistas haviam alertado que o relatório de agosto poderia ficar aquém das expectativas devido a fatores sazonais. É provável que os dados de agosto sejam revisados para cima.   Continuação...