COLUNA-Campanha eleitoral entra em 3ª fase com escândalo da Petrobras

segunda-feira, 8 de setembro de 2014 20:41 BRT
 

(O autor é editor de Front Page do Serviço Brasileiro da Reuters. As opiniões expressas são do autor do texto)

Por Alexandre Caverni

SÃO PAULO (Reuters) - Ainda é cedo para avaliar exatamente qual será o estrago que as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa trarão ao cenário eleitoral, mas já dá para dizer que a corrida presidencial iniciou uma terceira fase e que ela trouxe sobrevida ao presidenciável do PSDB, Aécio Neves.

Enquanto Eduardo Campos era o candidato do PSB, a eleição mais acirrada desde 1989 teve a mesma polarização PT X PSDB que vem marcando as disputas presidenciais há 20 anos. Com sua trágica morte e a assunção de Marina Silva à cabeça de chapa do partido o cenário sofreu um terremoto.

Nessa segunda fase, que durou poucas semanas, Aécio foi atropelado por Marina, que passou a dividir a liderança das intenções de voto para o primeiro turno com Dilma Rousseff (PT) e a derrotar a presidente nas simulações de segundo turno.

Agora, as denúncias do ex-diretor de Abastecimento sobre um suposto esquema de pagamento de propinas a parlamentares, governadores, partidos e até um ministro atingem as campanhas de Dilma e Marina. E Aécio tem sua última chance evitar uma desastrosa ausência no segundo turno.

No caso da presidente, os partidos citados nas reportagens são o próprio PT de Dilma, e PMDB e PP, dois aliados. Do lado de Marina, um dos governadores mencionados em reportagem da revista Veja é justamente o falecido Campos.

Por enquanto, o que vazou das denúncias que Costa fez sob o amparo da delação premiada, não trouxe muitos detalhes sobre um suposto esquema no qual empresas que ganhavam contratos com a Petrobras teriam que pagar, por fora, uma espécie de "pedágio" de 3 por cento a políticos e partidos.   Continuação...