Marina e Dilma estão em empate técnico no 2º turno, diz CNT/MDA

terça-feira, 9 de setembro de 2014 16:54 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) diminuiu a diferença para a ex-ministra Marina Silva (PSB) em um eventual segundo turno da eleição presidencial de outubro e as duas candidatas estão em empate técnico, com 42,7 por cento e 45,5 por cento, respectivamente, mostrou nesta terça-feira pesquisa CNT/MDA.

A redução da diferença entre as presidenciáveis deve-se, segundo o diretor-executivo da CNT, Bruno Batista, ao extenso tempo de TV de Dilma, muito superior ao dos outros candidatos, e ainda a uma melhora da avaliação do governo.

"O tempo de propaganda eleitoral agora... pode estar começando a fazer diferença", disse Batista. Dilma conta com 11 minutos e 24 segundos de tempo na TV, Aécio Neves (PSDB) tem 4 minutos e 35 segundos, enquanto Marina tem apenas 2 minutos e 3 segundos.

Em levantamento anterior, divulgado em 27 de agosto, Dilma aparecia com 37,8 por cento e Marinha tinha 43,7 por cento das intenções de voto em um eventual segundo turno. A margem de erro em ambas as pesquisas é de 2,2 pontos.

Para o diretor da MDA, Marcelo Souza, a simulação de segundo turno entre as duas presidenciáveis sinaliza que a candidata do PSB tende a ficar estável.

"A diferença da Marina para a Dilma era maior na última pesquisa do que nessa. Então a gente não enxerga uma tendência de crescimento da Marina", disse Souza.

No primeiro turno, a presidente e candidata à reeleição manteve a liderança nas intenções de voto com 38,1 por cento, enquanto Marina subiu para 33,5 por cento. O candidato do PSDB, Aécio Neves, apareceu em terceiro, com 14,7 por cento.

Em levantamento passado do instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), na disputa do primeiro turno Dilma tinha 34,2 por cento, seguida por Marina com 28,2 e Aécio aparecia com 16 por cento.

O campo da pesquisa de setembro CNT/MDA teve início no mesmo dia em que foram divulgadas denúncias de um suposto esquema de corrupção na Petrobas. Mas é pouco provável que tenham surtido efeito na opinião dos entrevistados, de acordo com o diretor-executivo da CNT.   Continuação...

 
Combinação de fotos de arquivo de Marina Silva e Dilma Rousseff.  REUTERS/Bruno Santos (esquerda) e REUTERS/Ueslei Marcelino