Dilma diz que concepção de governo não mudará, mas vai se adaptar

terça-feira, 9 de setembro de 2014 21:47 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesta terça-feira que a concepção geral de um eventual novo governo não mudará caso seja reeleita, mas haverá uma adapatação às circunstâncias.

Entre as "cláusulas pétreas" de seu governo estão a redução da desigualdade e a garantia do emprego com desenvolvimento, disse Dilma a jornalistas antes de evento sobre banda larga em São Paulo.

"Nós temos um compromisso de garantir que o Brasil tenha inclusão social, redução da desigualdade, mais emprego e com desenvolvimento, e ao mesmo tempo que seja um Brasil moderno, produtivo, competitivo, agora, que seja inclusivo, que seja feito visando e olhando cada um dos duzentos e dois milhões de brasileiros, sem faltar um", disse Dilma.

Indagada sobre qual seria o perfil do ministro da Fazenda em um eventual segundo mandato, já que a própria presidente disse que o atual titular da pasta, Guido Mantega, pediu, por questões pessoais, para não continuar caso ela seja reeleita, Dilma desconversou.

"Eu não posso fazer uma comparação entre pessoas, entre perfis de pessoas, é algo extremamente desagradável, ou seja, vou ter que dizer se vai ser economista ou engenheiro"?

Dilma fez ainda a avaliação de que o Brasil tem "todas as condições" para se desenvolver e negou que o país seja "instável macroeconomicamente".

Questionada sobre a decisão da agência de classificação de risco Moody's, que reduziu de "estável" para "negativa" a perspectiva de rating do país, Dilma não respondeu e, quando informada que o mercado financeiro gostaria de receber uma resposta sobre o assunto, Dilma, que falava sobre banda larga, respondeu: "Não, eu vou discutir isso que eu estou discutindo".

A presidente aproveitou também para, mais uma vez, criticar a proposta da candidata do PSB, Marina Silva, de institucionalizar a autonomia do Banco Central.

"O Banco Central, como qualquer outra instituição, não é eleito por tecnocratas nem banqueiros, o Banco Central é indicado, sua diretoria, por quem teve o voto direto", disse Dilma.

(Reportagem de Pedro Belo)

 
Presidente Dilma em carro durante campanha em São Paulo nesta terça-feira.  REUTERS/Nacho Doce (BRAZIL)