Na TV, Marina faz pingue-pongue com eleitores para rebater Dilma

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 14:15 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, usou seu tempo no horário eleitoral obrigatório na TV nesta quinta para rebater os ataques que tem sofrido da campanha à reeleição da petista Dilma Rousseff e optou por um "pingue-pongue" com eleitores para responder às críticas.

O programa da candidata do PSB começou lembrando os ataques que ela tem sofrido da presidente e disse que, apesar disso, o diálogo de Marina "é com o povo". A partir daí, eleitores apareceram questionando a candidata sobre seus projetos para a exploração do petróleo na camada pré-sal, a autonomia do Banco Central, educação e de onde virão os recursos para cumprir promessas de campanha.

"A autonomia do Banco Central é para nomear técnicos competentes, definir as metas que eles devem alcançar e garantir que eles trabalhem sem a interferência daqueles políticos que só estão preocupados com as próximas eleições", disse Marina.

A campanha de Dilma tem atacado a proposta marineira de institucionalizar a autonomia do BC, afirmando que ela resultaria em entregar para banqueiros decisões sobre juros, preços, salários e empregos.

Marina ainda não definiu em seu programa de governo qual será o modelo de autonomia do Banco Central que vai propor ao Congresso, mas em países como os Estados Unidos, que adotam a independência da autoridade monetária, os diretores têm mandato e além de controlar a inflação têm também meta de nível de emprego.

O programa de governo de Marina, apresentado no fim do mês passado, fala em "regras definidas, acordadas em lei, estabelecendo mandato fixo para presidente, normas para sua nomeação e de diretores, regras de destituição de membros da diretoria, entre outras deliberações".

No horário eleitoral, Marina também disse que os recursos do pré-sal serão usados na saúde e na educação e, ao ser indagada como financiará suas promessas de campanha, questiona o que poderia ser feito com os 500 bilhões de reais que, segundo ela, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), "deu para meia dúzia de empresários falidos".

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