PSDB avalia que estratégia de ligar Marina ao PT funciona e deve mantê-la na TV

quinta-feira, 11 de setembro de 2014 20:51 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A estratégia de associar a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, ao seu passado petista está surtindo efeito, ainda que pequeno, e será mantida na TV pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, porque esse é o melhor caminho para tentar recuperar parte do voto antipetista que migrou para Marina.

Na avaliação de estrategistas de Aécio, mesmo que as pesquisas mais recentes não mostrem um crescimento uniforme das intenções de voto do tucano, já há reflexos no eleitorado das grandes cidades, entre os que são mais escolarizados e os que têm maior renda, que estariam deixando de indicar voto em Marina, mesmo que não estejam todos migrando para Aécio.

Pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição, está em empate técnico com Marina na liderança das intenções de voto tanto para o primeiro turno como para o segundo turno. Aécio está em terceiro, com 15 por cento.

A estratégia do tucano prevê que com o acirramento da campanha nas próximas semanas, com os debates e com os ataques do PT à Marina é possível enfraquecer a adversária e, quem sabe, buscar uma virada para enfrentar Dilma no segundo turno.

"Nós perdemos sete pontos percentuais (de intenção de votos) para ela. Esse eleitorado é acima de tudo antipestista. Se eles acharem que ela é mais petista recuperamos esses eleitores", argumentou uma fonte que pediu para não ser identificada.

Um dos estrategistas ouvidos pela Reuters disse ainda que essa linha de ataque à Marina passou a ser adotada há uma semana e não há porque ficar mudando de estratégia "a cada dois, três dias". Segundo ele, já há resultados e eles podem se ampliar.

Aécio não deixará de criticar o governo e usar as recentes denúncias da mídia que apontam para um suposto esquema de corrupção na Petrobras. Mas seus estrategistas acreditam que essa arma tem limitações, ainda mais se não surgirem fatos novos nas próximas semanas.

"Isso ainda será usado porque nos diferencia da Marina para criticar o governo", avaliou um dos estrategistas.   Continuação...