Dilma diz que denúncias na Petrobras não afetam campanha

sexta-feira, 12 de setembro de 2014 15:41 BRT
 

Por Eduardo Simões

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff (PT) manifestou nesta sexta-feira confiança de que as denúncias sobre a Petrobras não afetarão sua campanha à reeleição e alegou desconhecimento sobre as atividades do ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa na estatal.

"Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Ele não era uma pessoa que eu considerava assim com o meu governo", disse a presidente em sabatina do jornal O Globo, quando indagada sobre sua decisão de não renovar o mandato do diretor.

Informações vazadas à imprensa a partir de depoimentos do ex-diretor à Política Federal, mediante delação premiada, revelaram um suposto esquema de repasse de recursos a políticos e partidos da base aliada.

"Eu tirei o Paulo Roberto com um ano e quatro meses. Me perguntam por que um ano e quatro meses, primeiro porque eu não sabia o que ele estava fazendo." O ex-diretor, que saiu da estatal em 2012, está preso desde junho no Paraná devido a acusações decorrentes da operação Lava Jato da PF, que investiga esquema de lavagem de dinheiro.

A presidente disse ter confiança de que as denúncias envolvendo a estatal, trazidas à tona após depoimento de Costa, não afetarão sua campanha à reeleição.

Dilma fez esse diagnóstico por acreditar que as acusações de irregularidades na empresa não a fetarão pessoalmente nem a pessoas por quem ela tem "elevada consideração".

Na sabatina de cerca de duas horas, a presidente criticou a candidata do PSB, Marina Silva, mas negou que fizesse ataques pessoais à adversária, a quem acusou de tentar se "vitimizar". Dilma.

"É muito perigosa a vitimização", disse Dilma. "Não estou atacando pessoalmente ninguém, até porque eu acho que a Marina é uma pessoa bem-intencionada", acrescentou.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT,  durante coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília. 10/09/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino