Aécio diz que Brasil vive "um susto por semana" com denúncias de corrupção

sábado, 13 de setembro de 2014 14:23 BRT
 

(Reuters) - O Brasil vive "um susto por semana" por causa das denúncias de corrupção que vêm atingindo a Petrobras, disse neste sábado o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, durante evento de campanha em Belo Horizonte.

Aécio disse que, por conta das denúncias de irregularidades, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, perdeu a "moral" para governar, e avaliou que a candidata do PSB, Marina Silva, não conseguiu adquirir as condições para governar o Brasil.

O tucano aparece atualmente em uma distante terceira posição nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Dilma e Marina disputam a liderança e caminham para o segundo turno.

Informações vazadas recentemente à imprensa a partir de depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Polícia Federal, mediante delação premiada, indicaram um suposto esquema de repasse de recursos a políticos e partidos da base aliada.

"O Brasil não merece viver com sustos como esses. Nós temos que resgatar o padrão ético na Presidência da República", disparou o tucano.

"O Brasil é um susto por semana. É uma notícia por semana ... A presidente da República perdeu as condições de governabilidade e a candidata Marina não adquiriu essas condições. Governar é muito mais do que ter boas intenções, até porque todos nós as temos."

As pesquisas de intenção de voto mostram que Aécio caminha para se tornar o primeiro candidato do PSDB à Presidência a ficar abaixo da segunda posição numa corrida pelo Palácio do Planalto desde 1989.

Ainda assim, o tucano voltou a manifestar confiança de que estará em uma segunda rodada de votações. Segundo o Ibope, Aécio está 16 pontos percentuais atrás de Marina e 24 atrás de Dilma. Já segundo o Datafolha, a desvantagem do tucano para a candidata do PSB é de 18 pontos, ao mesmo tempo em que ele aparece 21 pontos atrás da petista.

"Nós vamos estar no segundo turno. Não sei com quem. E vamos estar porque a mudança somos nós", afirmou.

(Por Eduardo Simões, edição de Marcela Ayres)