Presidente do PT nega uso de estratégia do medo contra Marina e cobra firmeza de candidata

sábado, 13 de setembro de 2014 15:13 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do PT, Rui Falcão, negou neste sábado que o partido esteja usando a estratégia do medo contra a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, e cobrou dela mais firmeza e controle.

Após caminhada na capital paulista ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, Falcão disse que a campanha para reeleição da presidente Dilma Rousseff tem criticado o programa de governo apresentado por Marina, que ele classificou de um "retrocesso".

"Não estamos estimulando o medo em relação a ninguém. E eu acho que quem quer ser presidente da República precisa ter mais controle, mais firmeza. E ela (Marina) está com muitas idas e vindas, isso gera insegurança na população", disse o dirigente petista.

Entre os ataques feitos pela campanha de Dilma à Marina está um anúncio na televisão que critica a proposta defendida pela candidata do PSB de institucionalizar a autonomia do Banco Central, no qual homens engravatados aparecem rindo ao mesmo tempo em que a comida desaparece da mesa de uma família.

No anúncio, o locutor afirma que a independência do BC implicaria deixar para os banqueiros decisões sobre emprego, juros e salários. Segundo Falcão, a comida desaparecendo da mesa da família é um "símbolo" do que pode acontecer se "os banqueiros tomarem conta da economia".

O PT também tem mirado Marina pelo fato de a herdeira do Banco Itaú Unibanco e educadora Neca Setúbal ser uma das coordenadoras de seu programa de governo.

"Nós não estamos usando o medo, estamos dizendo que os bancos estão apoiando ela (Marina). Será que o povo tem medo dos banqueiros?", questionou Falcão.

"A cada dia o nosso programa mostra o que nós vamos fazer e aponta os riscos de um programa que significa retrocesso."

Marina tem afirmado se sentir "injustiçada" pela estratégia de desconstrução de sua imagem adotada pelo PT e tem afirmado que, no passado, Lula foi vítima da mesma tática.   Continuação...