Marina se diz preocupada com manutenção de programa de Dilma

segunda-feira, 15 de setembro de 2014 19:09 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse nesta segunda-feira estar preocupada com a declaração da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, de que seu programa de governo é o período em que ela esteve na Presidência.

Indagada sobre quando lançará o programa de governo para um eventual segundo mandato, Dilma e dirigentes petistas têm dito que o programa será aquele realizado nos últimos 12 anos em que os petistas estiveram à frente do governo federal.

"Eu fico preocupada porque os juros estão altos, a inflação está subindo e o crescimento do país é pífio. Eu fico muito preocupada que seja a mesma coisa", disse Marina durante encontro com integrantes do setor cultural na zona oeste de São Paulo.

Marina também disse que Dilma vai manter os critérios de indicação aos cargos no governo e nas empresas estatais e disse que a presidente precisa explicar essa manutenção.

A candidata do PSB reclamou que está havendo uma "inversão" porque, segundo ela, quem apresentou um programa de governo está sendo "crucificado", enquanto seus rivais --Dilma e o candidato do PSDB, Aécio Neves-- ainda não apresentaram seu programa.

Marina disparou contra as denúncias de irregularidades na Petrobras e disse que o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não tem "legitimidade" para estar no cargo, exceto por "ser indicado pelo Sarney".

A candidata voltou a reclamar das "mentiras e boatos" das quais, segundo ela, vem sendo alvo, e não quis responder quando questionadas sobre declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação a ela.

"Mesmo que essas mentiras me reduzam a pó, minha história não vai mudar", disse Marina, lembrando figuras como a do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, e o defensor dos direitos civis norte-americano Martin Luther King.

(Reportagem de Eduardo Simões)

 
Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, em São Paulo.  15/9/2014. REUTERS/Paulo Whitaker