Dilma continuará confrontando Marina para ter vantagem segura no 2º turno

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 19:09 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - A campanha petista vê espaço para explorar a "arca de Noé de contradições" da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, numa tentativa de enfraquecer a adversária na disputa do segundo turno, mas identifica limitações nessa estratégia uma vez que ainda há votos de indecisos para conquistar.

Um dos estrategistas da campanha de reeleição de Dilma disse à Reuters que o eleitorado da petista terá que crescer entre os indecisos, por isso não há como manter a estratégia centrada apenas nos ataques a Marina e seu programa de governo. Principal adversária de Dilma, a ex-senadora tem sido o grande alvo das peças publicitária do PT até agora.

Desde a entrada de Marina na corrida presidencial, Dilma tem oscilado para cima e para baixo nas intenções de voto para o primeiro turno. Já nas simulações de segundo turno, a petista recuperou algum terreno nas últimas pesquisas e apareceu em empate técnico com a candidata do PSB.

"Marina é uma arca de Noé de contradições", disse esse estrategista, sob condição de anonimato. Na avaliação dele, Marina muda de opinião a "toda hora" por temer perder votos, mas isso está deixando os eleitores com dúvidas.

"Eu acho que está cada vez mais evidente e é crescente o número de pessoas que olha para a Marina com dúvida", avaliou.

Segundo ele, Dilma já recuperou os votos que perdeu para a candidata do PSB e agora é hora de focar nos indecisos. Por isso, a campanha na TV nesta reta final deve ficar mais centrada em novas propostas para um eventual segundo mandato.

"Vamos ganhar o primeiro turno, mas temos que abrir a maior dianteira possível para o segundo turno", acrescentou.

A aposta contra Marina, no entanto, pode estar ajudando também o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Ele tem mirado a adversária do PSB para recuperar o voto antipetista e, segundo a pesquisa Ibope mais recente, foi o maior beneficiário dos ataques a Marina.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff em entrevista no Palácio da Alvorada, Brasília. 8/9/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino