Dilma diz que especulação tem limite e que é "ridículo" associar pesquisas a movimento na bolsa

sexta-feira, 19 de setembro de 2014 15:12 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, considerou "ridícula" a vinculação das oscilações da bolsa às divulgações das pesquisas eleitorais nesta sexta-feira.

O mercado financeiro, principalmente os investidores da Bovespa, tem reagido às pesquisas negativamente desde o fim de março quando a presidente apresenta melhora nas intenções de voto.

"Está ficando ridículo isso. Especulação tem limite, tá? Especulação tem limite e acho que tem gente ganhando com isso", disse a presidente a jornalistas no Palácio da Alvorada.

"Eu acho ótima a reação da bolsa, quando a bolsa cai eu falo: 'será que eu subi?'", afirmou.

"Eu acho desagradável o fato de achar que uma coisa está vinculada à outra, quando sobe ou quando desce."

As ações de empresas estatais como as da Petrobras também têm reagido a pesquisas eleitorais, diante da expectativa do mercado de mudanças na administração da petroleira com um eventual novo governo.

A Petrobras tem ocupado o centro de denúncias de supostas irregularidades, renovadas no início do mês com reportagem da revista Veja, que aponta o suposto pagamento de propina a partidos e políticos da base aliada que teria sido revelado em depoimento do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

Reportagem do Jornal Nacional exibida na quinta-feira afirma ainda que o ex-diretor teria dito a investigadores que houve um esquema de corrupção envolvendo a compra de refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, pela Petrobras e que ele próprio recebeu 1,5 milhão de reais. Costa foi preso durante operação da Polícia Federal Lava Jato, que investiga lavagem de dinheiro.

Questionada sobre a nova informação envolvendo a refinaria, Dilma voltou a dizer que defende a investigação rigorosa, mas que não poderá tomar medidas enquanto não tiver acesso aos dados oficiais sobre o caso.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff durante entrevista à imprensa no Palácio da Alvorada, em Brasília. 19/9/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino