Dólar renova máxima em 7 meses, mas perde força e fecha em alta de 0,33%

sexta-feira, 19 de setembro de 2014 17:39 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta ante real nesta sexta-feira, com investidores testando a tolerância do Banco Central à escalada da divisa, que renovou a máxima em sete meses durante o pregão.

O movimento teve como pano de fundo a última pesquisa do Datafolha, que reforçou a perspectiva de disputa acirrada no segundo turno das eleições entre a ex-senadora Marina Silva (PSB), preferida pelos mercados, e a presidente Dilma Rousseff (PT).

A moeda norte-americana subiu 0,33 por cento, a 2,3727 reais na venda, após atingir 2,3862 reais na máxima do dia, nível mais alto desde meados de fevereiro. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares.

"Ainda tem tempo para as eleições, o que significa que o mercado tem muito espaço para especular. E muita gente aproveita essa volatilidade para ver até que nível o BC aceita o dólar", afirmou o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

Desde que as mais recentes pesquisas eleitorais começaram a mostrar a presidente Dilma ganhando terreno na corrida presidencial, o dólar tem se valorizado ante a moeda brasileira.

O fortalecimento da divisa norte-americana também foi sustentado por perspectivas de que o aperto monetário nos EUA seja mais acentuado do que o projetado há alguns meses.

Com isso, cresceram as expectativas de que o BC brasileiro possa aumentar a rolagem dos swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares, para evitar pressão inflacionária decorrente do encarecimento dos produtos importados.

Nesta semana, o dólar acumulou alta de 1,61 por cento.   Continuação...