Marina defende que polarização política não deve ser estendida à religião

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 13:30 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira, em encontro com associação de educação católica, que a polarização que vem criticando na política não seja estendida a outros setores da sociedade como a religião.

Evangélica, Marina é constantemente questionada sobre a influência de sua escolha religiosa no desempenho de uma função política.

“Nós sempre tivemos uma convivência adequada na diversidade social, cultural, religiosa. Não podemos aprofundar a polarização que acontece erradamente na política para outros setores da sociedade”, disse a candidata durante assembleia da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), em Brasília.

“Como presidente da República, serei a presidente de todos os brasileiros. Nosso Estado laico assegura o  direito de quem crê, de quem não crê, e assegura sobretudo que Estado laico não é Estado ateu.”

Ao discursar e responder a perguntas durante o evento da Anec nesta segunda-feira, Marina deixou clara sua opção religiosa e defendeu o respeito à diversidade religiosa. A influência da religiosidade de Marina foi posta em xeque após o episódio da revisão do capítulo sobre direitos para homossexuais do programa de governo. O partido divulgou uma errata, que parte do movimento LGBT considerou uma retrocesso.

Ao ser questionada sobre suas propostas na área social, a candidata voltou a dizer que irá manter e aprimorar programas como o Bolsa Família. Marina aproveitou ainda para criticar o que chama de “marketing selvagem”, contra o qual pediu que haja “discernimento”.

“Estão dizendo aí que vou acabar com tudo e ainda vou acabar com o resto”, afirmou.

“Peçam a Deus para o povo discernir. Porque não dá para acreditar que uma pessoa possa acabar com pré-sal, o Prouni, o Fies, o Pronatec, o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, a transposição do São Francisco, a Transnordestina, o 13o, as férias, privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil... Isso fere o bom senso, a inteligência do brasileiro.”

A candidata se comprometeu a aperfeiçoar e encaminhar as ações do governo a uma “terceira geração” de programas sociais, melhoria que será possível, segundo Marina, em um contexto de retomada do crescimento, queda da taxas de inflação e dos juros.   Continuação...

 
Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, na Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), em Brasília.  22/9/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino