Indústria espacial dos EUA enfrenta maior vigilância após acidentes

sexta-feira, 7 de novembro de 2014 10:35 BRST
 

Por Andrea Shalal

WASHINGTON (Reuters) - Os executivos da nascente indústria espacial dos Estados Unidos estão se preparando para sofrer maior vigilância e supervisão após dois acidentes na semana passada, incluindo um que matou o piloto, mas dizem vê-los como reveses temporários que não deterão os lançamentos espaciais.

Mark Sirangelo, que dirige a divisão espacial da empresa particular Sierra Nevada, afirmou a executivos da indústria na quinta-feira que espera que o setor aprenda com os acidentes, e pediu uma reação equilibrada dos legisladores.

Sirangelo enfatizou que aconteceram 454 falhas em um total de 5.332 lançamentos desde os anos 1950, e que desde a década de 1970 a taxa de falhas se estabilizou na casa dos 7 a 9 por cento.

“Os fracassos e problemas nos lançamentos são parte do que fazemos”, disse Sirangelo em evento organizado pela Washington Space Business Roundtable. “Vamos aprender com eles e melhorar”.

Os incidentes da semana passada despertaram dúvidas sobre a indústria espacial comercial, e provavelmente irão levar a audiências no Congresso e a iniciativas para aumentar a supervisão, de acordo com executivos da indústria, assessores parlamentares e analistas.

Mas eles alertaram que a pressão crescente no orçamento dos Estados Unidos deram à Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) poucas opções além de continuar recorrendo a voos comerciais para levar suprimentos e pessoal para a Estação Espacial Internacional.

A Força Aérea dos EUA também está trabalhando para autorizar a empresa privada Space Exploration Technologies, ou SpaceX, a lançar grandes satélites militares e de espionagem, pondo fim ao monopólio virtual da United Launch Alliance, um empreendimento conjunto da Lockheed Martin Corp e da Boeing.

“Enquanto tivermos cortes orçamentários automáticos em vigor, é difícil ver os voos comerciais acabando, já que são uma maneira de lidar com a pressão orçamentária”, disse um assessor parlamentar, que pediu anonimato porque não tinha autorização de se pronunciar publicamente.   Continuação...

 
Destroço da nave SpaceShipTwo, da Virgin Galacti, após acidente na Califórnia. 02/11/2014 REUTERS/David McNew