18 de Dezembro de 2014 / às 16:49 / em 3 anos

Brasil abre 8 mil vagas de trabalho em novembro, pior resultado para o mês desde 2008

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu 8.381 vagas formais de trabalho no mês passado, no pior resultado para meses de novembro desde 2008, auge da crise financeira internacional, devido a elevadas demissões de trabalhadores na construção civil, indústria e agricultura e menor oferta de vagas no setor serviços.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quinta-feira.

Novembro foi o pior mês do ano para o emprego formal na construção civil, com corte de 48,9 mil vagas, na indústria de transformação, com demissão líquida de 43,7 mil pessoas, e na agricultura, com perda de 32,1 mil vagas.

O dado geral de novembro somente não foi negativo pelo segundo mês consecutivo devido a forte contratação do comércio, principalmente varejista. O comércio contratou 105 mil pessoas, alta de 1,7 por cento ante novembro do ano passado, sendo o único setor a mostrar expansão na oferta de postos.

O setor de serviços também registrou criação de emprego, com a abertura líquida de 29,5 mil vagas, ante 44,8 mil vagas em novembro de 2013.

Apesar de fraco, o dado de novembro veio melhor que o esperado por analistas consultados em pesquisa Reuters, que previam o fechamento líquido de 30 mil postos no período, de acordo com a mediana das previsões.

No acumulado do ano, foram geradas 708,2 mil vagas com carteira assinada, segundo dados sem ajuste. Com isso, o Ministério do Trabalho reduziu para menos de 1 milhão a previsão de geração de vagas em 2014, bem abaixo da estimativa inicial do governo de criação entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de empregos.

Se houver demissão líquida em dezembro, como ocorreu no ano passado, 2014 deve ter a menor geração de trabalho com carteira assinada desde 2003, como quando foram criados 645 mil vagas, de acordo com dados sem ajuste.

A menor geração de vagas reflete a economia estagnada, mas o emprego continua sendo um dos indicadores mais positivos dentro do governo da presidente Dilma Rousseff.

Em outubro, a taxa de desemprego do país caiu a 4,7 por cento, menor nível para esses meses segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), simultaneamente ao aumento de 2,3 por cento na renda média do trabalhador.

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