Líbia gerencia produção limitada de petróleo após confrontos fecharem principais portos

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014 13:33 BRST
 

BENGHAZI, Líbia (Reuters) - A Líbia está produzindo 128 mil barris de petróleo por dia a partir de campos ligados ao porto de Hariga, localizado no leste do país, afirmou um executivo do setor de petróleo nesta segunda-feira, enquanto confrontos interrompem a operação em dois importantes portos, Es Sider e Ras Lanuf.

A produção da Líbia, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), está muito abaixo dos 1,6 milhão de barris diários, volume que produzia antes de 2011, quando o líder Muammar Gaddafi foi morto.

Seus dois maiores portos, Es Sider e Ras Lanuf, pararam de funcionar devido a confrontos entre as forças aliadas ao governo internacionalmente reconhecido da Líbia e as que são leais a um grupo rival chamado Amanhecer Líbio, que tomou o controle de Trípoli em agosto.

Vários tanques de armazenamento de petróleo em Es Sider ficaram em chamas por dias após os confrontos. O fogo destruiu mais de dois dias de produção do país, disseram autoridades no domingo.

Forças aliadas ao Amanhecer Líbio lançaram uma ofensiva destinada a apreensão do porto, há duas semanas, provocando ataques aéreos de retaliação na sua base ocidental, Misrata.

Es Sider é alimentado a partir de campos geridos pela Waha Oil, uma joint-venture entre a National Oil Corp da Líbia e as empresas norte-americanas Hess, Marathon e ConocoPhillips.

Os portos de Zawiya e Mellitah, no oeste, também suspenderam as exportações de petróleo com o conflito que encerrou a conexão com os campos de El Sharara e El Feel.

O porto de Brega, a leste de Ras Lanuf, ainda está aberto, mas o seu petróleo abastece principalmente a refinaria de Zawiya.

Hariga, localizado no leste, perto da fronteira com o Egito, foi poupada dos combates registrados em grande parte do país com brigadas de ex-rebeldes, que combateram para derrubar Gaddafi e agora competem por poder político e uma parte das receitas de petróleo da Líbia.

(Por Ayman al-Warfalli)

 
Soldados de forças líbias pró-governo durante confrontos em Benghazi. 28/12/2014 REUTERS/Esam Omran Al-Fetori