Líderes mundiais reúnem-se em Paris para marcha em homenagem às vítimas de ataques

domingo, 11 de janeiro de 2015 18:02 BRST
 

PARIS (Reuters) - Dezenas de líderes mundiais, inclusive estadistas muçulmanos, deram os braços liderando mais de 1 milhão de manifestantes em Paris neste domingo em uma marcha sem precedentes sob forte segurança para homenagear as vítimas de ataques de militantes islâmicos ocorridos há poucos dias.

Ao menos 3,7 milhões de pessoas marcharam na França neste domingo para homenagear as vítimas dos atentados, informou o Ministério do Interior. Desse total, de 1,2 milhão a 1,6 milhão de pessoas marcharam em Paris e cerca de 2,5 milhões em outras cidades, na maior manifestação popular já registrada no país.

O presidente François Hollande e líderes de Alemanha, Itália, Israel, Turquia, Grã-Bretanha e Palestina, entre outros, caminharam na Praça da República à frente de bandeiras francesas e de outros países.

Cartazes presos em uma estátua na praça dizia: "Pourquoi?" (Por quê?) e pequenos grupos cantavam "La Marseillaise".

Cerca de 2,2 mil policiais e soldados patrulhavam as ruas de Paris para proteger os manifestantes de eventuais ataques, com atiradores de elite da polícia sobre os telhados e detetives à paisana misturando-se à multidão. Esgotos da cidade foram revistados antes do evento e estações de trem em todo o percurso deverão ser fechadas.

A marcha silenciosa reflete o choque em relação ao pior ataque islâmico contra uma cidade europeia em nove anos. Para a França, levantou questões relacionadas à liberdade de expressão, de religião e sobre segurança, e para além das fronteiras francesas expôs a vulnerabilidade dos Estados a ataques urbanos.

Dois dos atiradores declararam ligação com a Al-Qaeda do Iêmen e um terceiro ao movimento Estado Islâmico.

"Paris é hoje a capital do mundo. O país inteiro irá se levantar e mostrar seu melhor lado", disse Hollande em comunicado.

Dezessete pessoas, incluindo jornalistas e policiais, perderam a vida em três dias de violência, que começaram com um ataque a tiros no jornal satírico Charlie Hebdo na quarta-feira e terminou com a tomada de reféns em um supermercado judaico na sexta-feira. Os três homens armados também foram mortos.   Continuação...