Copiloto francês estava no comando do jato da AirAsia que caiu, dizem investigadores

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 08:43 BRST
 

Por Kanupriya Kapoor e Fergus Jensen

JACARTA (Reuters) - O copiloto francês de um jato de passageiros da AirAsia que caiu no mar em dezembro estava no comando do avião pouco antes do acidente, disse nesta quinta-feira o principal integrante da equipe de investigações indonésia.

Os registros da caixa-preta com os dados de voo permitiram uma "imagem muito clara", segundo ele, sobre o que aconteceu nos últimos momentos do voo QZ8501 da AirAsia, mas as autoridades divulgam poucos detalhes.

O Airbus A320 desapareceu das telas de radar em meio ao mau tempo no dia 28 de dezembro, a menos da metade do caminho de um voo de duas horas iniciado na segunda maior cidade da Indonésia, Surabaya, com destino a Cingapura. Todas as 162 pessoas a bordo morreram.

"O segundo no comando, popularmente chamado de copiloto, geralmente se senta à direita da cabine. No momento, ele estava pilotando o avião", disse o chefe da Comissão Nacional de Segurança nos Transportes, investigador Mardjono Siswosuwarno, referindo-se ao primeiro oficial Remi Plesel.

"O capitão, sentado à esquerda, estava no monitoramento." Acredita-se que o capitão Iriyanto, de 53 anos, tenha assumido o controle da aeronave no lugar de Plesel quando o avião começou a subir e depois a descer drasticamente, disseram autoridades.

A causa do primeiro acidente fatal da AirAsia, cerca de 40 minutos depois de decolar, ainda é desconhecida.

Os investigadores disseram que os gravadores de dados de voo e das vozes na cabine mostraram que o avião estava viajando a uma altitude estável antes do acidente. A aeronave estava em boas condições quando decolou, e todos os membros da tripulação estavam certificados adequadamente, disseram.

A Indonésia já havia dito que o avião subiu abruptamente de sua altura de cruzeiro e depois parou, ou perdeu altitude, antes de mergulhar descontrolado no mar.   Continuação...

 
Tatang Kurniadi, chefe do Comitê Nacional de Segurança no Transporte, em entrevista coletiva em Jacarta. 29/01/2015 REUTERS/Darren Whiteside