29 de Janeiro de 2015 / às 10:34 / 3 anos atrás

Copiloto francês estava no comando do jato da AirAsia que caiu, dizem investigadores

Tatang Kurniadi, chefe do Comitê Nacional de Segurança no Transporte, em entrevista coletiva em Jacarta. 29/01/2015Darren Whiteside

JACARTA (Reuters) - O copiloto francês de um jato de passageiros da AirAsia que caiu no mar em dezembro estava no comando do avião pouco antes do acidente, disse nesta quinta-feira o principal integrante da equipe de investigações indonésia.

Os registros da caixa-preta com os dados de voo permitiram uma "imagem muito clara", segundo ele, sobre o que aconteceu nos últimos momentos do voo QZ8501 da AirAsia, mas as autoridades divulgam poucos detalhes.

O Airbus A320 desapareceu das telas de radar em meio ao mau tempo no dia 28 de dezembro, a menos da metade do caminho de um voo de duas horas iniciado na segunda maior cidade da Indonésia, Surabaya, com destino a Cingapura. Todas as 162 pessoas a bordo morreram.

"O segundo no comando, popularmente chamado de copiloto, geralmente se senta à direita da cabine. No momento, ele estava pilotando o avião", disse o chefe da Comissão Nacional de Segurança nos Transportes, investigador Mardjono Siswosuwarno, referindo-se ao primeiro oficial Remi Plesel.

"O capitão, sentado à esquerda, estava no monitoramento." Acredita-se que o capitão Iriyanto, de 53 anos, tenha assumido o controle da aeronave no lugar de Plesel quando o avião começou a subir e depois a descer drasticamente, disseram autoridades.

A causa do primeiro acidente fatal da AirAsia, cerca de 40 minutos depois de decolar, ainda é desconhecida.

Os investigadores disseram que os gravadores de dados de voo e das vozes na cabine mostraram que o avião estava viajando a uma altitude estável antes do acidente. A aeronave estava em boas condições quando decolou, e todos os membros da tripulação estavam certificados adequadamente, disseram.

A Indonésia já havia dito que o avião subiu abruptamente de sua altura de cruzeiro e depois parou, ou perdeu altitude, antes de mergulhar descontrolado no mar.

O chefe da Comissão, Tatang Kurniadi, declarou na mesma entrevista coletiva em Jacarta que a Indonésia tinha encaminhado na quarta-feira o seu relatório preliminar sobre o acidente à Organização Internacional da Aviação Civil, como exigido pelas normas da aviação mundial.

O texto, não divulgado ao público, era puramente factual e não continha nenhuma análise, disse ele, acrescentando que o relatório final, completo, levaria pelo menos de seis a sete meses para ser concluído.

Na quarta-feira, a Indonésia informou que a busca de dezenas de vítimas que ainda estão desaparecidas poderia acabar em poucos dias, se não forem encontrados mais corpos.

A operação de resgate encontrou 70 corpos no mar de Java e esperava localizar outros depois de achar a fuselagem do avião. Mas os dias de mau tempo e a visibilidade ruim dificultam o trabalho dos mergulhadores da Marinha.

Reportagem adicional de Fransiska Nangoy

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