Homens armados matam 12 pessoas, incluindo estrangeiros, em campo petrolífero na Líbia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 20:51 BRST
 

TRÍPOLI (Reuters) - Homens armados mataram 12 pessoas, incluindo dois filipinos e dois ganeses, depois de invadirem um remoto campo de petróleo na Líbia, disse uma autoridade líbia nesta quarta-feira.

"A maioria foi decapitada ou morta a tiros", disse Abdelhakim Maazab, comandante das forças de segurança encarregadas de proteger o campo petrolífero de Al Mabrook, cerca de 170 quilômetros ao sul da cidade mediterrânea de Sirte.

Uma fonte diplomática francesa em Paris e outra autoridade líbia disseram que militantes do Estado Islâmico estavam por trás do ataque, que ocorreu na terça-feira à noite.

Não foi possível obter mais detalhes sobre o incidente, que ocorreu numa área remota do país desértico e convulsionado.

A violência ocorreu depois de um ataque contra um hotel de Trípoli na semana passada que deixou nove mortos, incluindo cinco estrangeiros, colocando em evidência a deterioração da situação de segurança na Líbia mais de três anos após a queda de Muammar Gaddafi.

O Ministério das Relações Exteriores das Filipinas afirmou nesta quarta que três filipinos estavam entre os estrangeiros sequestrados durante o ataque a Mabrook.

Mas Maazab disse que oito líbios, dois filipinos e dois ganeses foram mortos durante a ofensiva, durante a qual nenhum refém foi feito. Ele acrescentou que seus homens recuperaram o controle do campo de petróleo.

A petroleira francesa Total possui participação no campo, atualmente inativo, mas que permanece contratado a uma companhia líbia. Os filipinos trabalhavam para uma empresa italiana.

A Líbia está mergulhada em caos, com dois governos rivais controlando diferentes áreas do país, cada um com seu próprio Exército. Facções armadas rivais também têm lutado por quase dois meses pelo controle dos maiores portos de embarque de petróleo da Líbia, Es Sider e Ras Lanuf, na costa do mar Mediterrâneo.   Continuação...

 
Membros das forças líbias pró-governo em Benghazi, na Líbia, nesta semana. 01/02/2015 REUTERS/Esam Omran Al-Fetori