Hollande diz que Egito vai comprar caças Rafale e fragata da França

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015 18:34 BRST
 

Por Julien Ponthus e John Irish

BRUXELA (Reuters) - O presidente da França, François Hollande, disse nesta quinta-feira que o Egito vai comprar 24 caças de combate Rafale, uma fragata e equipamentos militares relacionados, num acordo a ser assinado na segunda-feira no Cairo avaliado em mais de 5 bilhões de euros.

O contrato vai tornar o Egito, que busca renovar suas Forças Armadas em meio a temores de que a crise na vizinha Líbia possa se espalhar para o país, o primeiro cliente externo do avião militar construído pela Dassault Aviation.

Se confirmada, a venda encerraria anos de tentativas fracassadas da França de vender o avião para outros países, inclusive o Brasil.

"O caça de combate Rafale obteve seu primeiro contrato de exportação", informou o gabinete de Hollande em comunicado.

"As autoridades egípcias acabaram de me informar sobre sua intenção de adquirir 24 aviões Rafale, uma fragata multiemprego, além de equipamento relacionado", acrescentou a nota.

Hollande, que está em Bruxelas para um encontro do Conselho Europeu, acrescentou que a venda será formalizada no Cairo, na segunda-feira, em cerimônia com a presença do ministro da Defesa francês, Jean-Yves Le Drian.

O contrato seria o primeiro no exterior do Rafale 14 anos após sua entrada em serviço e três anos depois de a Dassault Aviation ter iniciado negociações exclusivas para vender 126 unidades da aeronave de combate para a Índia.

Atrasos na finalização do contrato com a Índia devem ser discutidos em uma feira aérea no país asiático que começa em 18 de fevereiro.

A Dassault também está em negociações para fornecer o Rafale para o Catar, e sofre pressão crescente para vender o avião no exterior.

O caça francês também participou da concorrência da Força Aérea Brasileira que acabou por escolher, no ano passado, o caça sueco Gripen NG, da Saab, para equipar a Aeoronáutica.

 
O jato Rafale na linha de produção da Dassault, em Merignac, perto de Bordeaux, na França. 10/01/2014 REUTERS/Benoit Tessier