Brasil e México não chegam a acordo sobre veículos e marcam novas negociações

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 21:05 BRT
 

CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Brasil e México concluíram nesta sexta-feira uma rodada de negociações sobre o setor automotivo sem que acordos definitivos tenham sido firmados, embora as partes tenham concordado em se reunir por uma terceira vez na segunda semana de março.

Enquanto o Brasil deseja manter as taxas de importação recíprocas de veículos leves por mais três ou cinco anos, o México afirmou que quer voltar ao regime de livre comércio automotivo, como ficou previsto pelo acordo de 2012 entre os dois países.

O secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo, disse nesta sexta-feira que há disposição para se chegar a um entendimento.

"Do lado mexicano, a expectativa, o concordado e acordado é que devemos voltar ao livre comércio, estamos em um processo de consultas com a Amia (Associação Mexicana da Indústria Automotiva) para considerar os cenários possíveis", disse ele a jornalistas.

"O pior dos cenários é que não haja acordo... esse é o pior cenário de todos. Então estamos construindo a possibilidade de um acordo que com certeza estaremos processando dentro de duas semanas", acrescentou Guajardo.

Várias fontes tem afirmado que o México, cuja indústria automotiva encontra-se em um pico, poderia aceitar continuar com o sistema de cotas, já que mais de 70 por cento das exportações de veículos são destinadas aos Estados Unidos, seu principal parceiro comercial.

Em comparação, as exportações mexicanas para a América Latina representaram apenas 5,9 por cento do total em janeiro de 2014, segundo dados da indústria.

"Confio na inteligência dos negociadores para se chegar a um ponto de acordo que seja aceitável para todas as partes", disse o secretário, que não quis responder sobre até onde o México estaria disposto a ceder.

As cotas vigentes no passado foram de 1,45 bilhão de dólares para o primeiro ano (terminado em 18 de março de 2013), 1,56 bilhão de dólares para o segundo período e de 1,64 bilhão de dólares para o terceiro ano, que vence no próximo mês, quando se voltaria ao sistema de livre comércio.   Continuação...