Manifestações a favor da Petrobras e governo chegam a pelo menos 20 Estados

sexta-feira, 13 de março de 2015 20:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Protestos convocados por sindicatos de petroleiros e movimentos sociais a favor da Petrobras e da presidente Dilma Rousseff aconteceram nesta sexta-feira simultaneamente em pelo menos 20 Estados e no Distrito Federal.

As manifestações ocorreram dois dias antes dos protestos programados contra Dilma para domingo, que incluem pedidos de impeachment em meio a um escândalo de corrupção que envolve a petroleira estatal.

Dilma também enfrenta uma crise política com os aliados no Congresso e se esforça para fazer um forte ajuste fiscal, que pode desacelerar os investimentos públicos no país e levar o governo a adotar medidas consideradas impopulares.

O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entidade ligada ao PT, João Antonio de Moraes, esteve nesta sexta-feira na avenida Paulista, em São Paulo, e afirmou que cerca de 50 mil pessoas protestaram na cidade, enquanto a Polícia Militar divulgou no Twitter que 12 mil participaram das manifestações.

A avenida Paulista, coração financeiro de São Paulo e área de concentração habitual de manifestações, e ruas próximas foram brevemente interditadas. Segundo a PM, já não havia mais bloqueios na cidade, atingida por uma forte chuva no fim da tarde.

O movimento foi convocado por entidades como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e sindicatos de estudantes, além da FUP. Sindicalistas petroleiros dizem que não existe a intenção de impactar as operações da Petrobras, muito menos a produção.

"Queremos a prisão dos culpados e a devolução do dinheiro", afirmou o diretor da FUP e da executiva nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vitor Carvalho, em referência às investigações que apuram o escândalo de corrupção na estatal, que envolveu empreiteiras, ex-diretores e políticos.

Carvalho disse ainda que os manifestantes são contra o impeachment de Dilma e que querem defender a democracia "reconquistada nas ruas e na luta" após a ditadura militar.

"Nós perdemos três eleições consecutivas e nunca fomos questionar o resultado", afirmou Carvalho, em defesa da presidente Dilma.   Continuação...

 
Trabalhadores e estudantes participam de protestos em defesa da presidente Dilma Rousseff e da Petrobras, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. 13/03/2015 REUTERS/Ricardo Moraes