Fãs de Harry Potter se convertem em magos num castelo na Polônia

sexta-feira, 10 de abril de 2015 20:36 BRT
 

CZOCHA, Polônia (Reuters) - Vestindo roupas e chapéus pontudos, os aspirantes a magos agitam suas varinhas e lançam feitiços enquanto demonstram suas habilidades na Faculdade de Magia.

Em cenas inspiradas pela escola de magia Hogwarts, da saga de Harry Potter, os estudantes misturam poções, domam criaturas máginas que habitam a floresta próxima, exploram sótanos ocultos e visitam tabernas locais.

O Castelo Czocha abriu suas portas na quinta-feira na Polônia para 130 aspirantes a magos e bruxas que participam durante quatro dias de um jogo de interpretação de papéis inspirado nos bem-sucedidos livros de J.K. Rowling.

Os participantes de 17 países, com idades que vão de 18 a 60 anos, viajaram ao castelo, no oeste da Polônia, para o evento, que custa 375 dólares, onde interpretam estudantes e professores, além de fantasmas.

Num ambiente com variações do mundo ficcional de Rowling, onde o jovem Potter descobre a magia em Hogwarts enquanto luta contra as artes obscuras, os alunos são divididos em casas, como Durentius, Faust, Libussa, Molin e Sendivogius.

Eles recebem livros de magia e seguem um programa estudantil composto de aulas de "Defesa Física", "Teoria Mágica" e "Geomancia".

"Fazendo um jogo como este, tentamos simular um suposto colégio de magia. Isso quer dizer que algumas pessoas interpretam professores e outras, estudantes", disse o organizador e diretor do colégio, Claus Raasted.

Os organizadores do evento, a empresa polonesa de jogos RPG Liveform e a dinamarquesa Rollespilfabrikken, enfatizam que os jogos não incluem o uso das histórias de Harry Potter e se baseiam "num universo de nossa invenção", com diferentes personagens que os participantes desenvolvem.

"Estou morto. Meu personagem morreu há 150 anos... Meu papel é mais de um guia e acho que principalmente é um papel de suporte aos outros jogadores", disse à Reuters um participante, com o rosto pintado de branco para o papel do fantasma Kalle Frolund.

(Reportagem de Karol Witenberg e da Reuters TV)