Marinha da Itália recupera barco de pesca sequestrado perto da Líbia

sexta-feira, 17 de abril de 2015 11:17 BRT
 

Por Antonio Denti

PALERMO, Itália (Reuters) - A Marinha da Itália reassumiu o controle de um barco de pesca siciliano que havia sido tomado de quinta para sexta-feira por agressores desconhecidos perto da costa da Líbia, informou o Ministério da Defesa italiano.

O trecho do Mar Mediterrâneo onde o fato ocorreu vem se tornando cada vez mais caótico nos últimos anos, já que milhares de pessoas têm se arriscado na perigosa travessia para a Europa para fugir dos conflitos na Líbia, em outras partes do norte da África e no Oriente Médio.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa, efetivos da Marinha abordaram a traineira, que havia sido parada por um rebocador a cerca de 90 quilômetros do porto líbio de Misrata.

O ministério não informou de imediato se houve algum combate com os sequestradores do barco italiano, nem o que aconteceu com eles ou com os sete tripulantes da embarcação depois que a Marinha recuperou o controle.

O comunicado afirmou que o rebocador provavelmente é de propriedade de forças de segurança líbias, que já detiveram esse tipo de barco em outras ocasiões em função de desavenças sobre áreas de pesca.

O porta-voz de uma associação siciliana de comércio de peixes havia dito anteriormente que o incidente poderia ter sido causado por piratas. Nenhum ataque desse tipo foi relatado antes.

“Isto provavelmente foi um ato de pirataria, porque o rebocador que se aproximou da traineira não tinha insígnias do governo da Líbia”, afirmou à Reuters o porta-voz, Francesco Mezzapelle, acrescentando que a traineira era tripulada por três italianos e três tunisianos.

O caos instaurado pelas facções armadas no território líbio vem sendo explorado por traficantes de pessoas, que cobram milhares de dólares de migrantes, a maioria da África subsaariana, por uma passagem pelo Mediterrâneo em busca de uma vida melhor em terras europeias.   Continuação...

 
Imigrantes no porto italiano de Augusta, na Sicília. 16/04/2015 REUTERS/Antonio Parrinello