Líderes da UE pedem reunião urgente para discutir naufrágio de barco de imigrantes

domingo, 19 de abril de 2015 14:40 BRT
 

Por Antonio Denti

PALERMO, Itália (Reuters) - Até 700 pessoas podem ter morrido depois que um barco de pesca cheio de imigrantes naufragou após deixar a costa da Líbia durante a noite deste domingo, o que pode ter sido o maior desastre no mar Mediterrâneo num momento em que milhares de pessoas tentam fugir da pobreza e da guerra rumo à Europa.

Autoridades de alto escalão da União Europeia, cujo programa de proteção de fronteiras tem sido deixado de lado e alvo de críticas de grupos humanitários internacionais, afirmaram que é necessária ajuda urgente.

A chefe de Política Externa da UE, Federica Mogherini, afirmou que os ministros de Relações Exteriores do bloco europeu vão discutir o assunto durante um encontro a ser realizado em Luxemburgo na segunda-feira.

Caso seja confirmado o desastre desta madrugada, subirá para 1.500 o número total mortos desde o começo do ano como resultado do fluxo de imigrantes que tentam fugir da insegurança na África Subsaariana e no Oriente Médio.

Somente na semana passada, cerca de 400 imigrantes morreram tentando alcançar a Itália vindos da Líbia, depois que o barco no qual viajavam naufragou em alto-mar.

Neste domingo, 28 pessoas foram resgatadas e 24 corpos foram recuperados até agora do barco de 20 metros de comprimento que afundou a cerca de 110 quilômetros da costa líbia, ao sul da ilha italiana de Lampedusa, de acordo com informações da guarda costeira italiana.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) afirmou posteriormente que mais 50 pessoas foram resgatadas dentre os 700 que, estima-se, estavam à bordo.

"Eles estão literalmente tentando encontrar pessoas vivas entre os corpos mortos flutuando na água", disse o primeiro-ministro de Malta, Joseph Muscat.   Continuação...