Dilma diz que ajustes são conjunturais e governo está determinado a implementá-los

terça-feira, 28 de abril de 2015 14:48 BRT
 

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que os ajustes fiscais são "conjunturais, necessários" e que seu governo está "determinado" a implementá-los.

Em discurso durante cerimônia de inauguração do polo automotivo da cidade de Goiana, em Pernambuco, Dilma também lembrou o falecido ex-governador do Estado Eduardo Campos (PSB) e disse que seu governo mantém os compromissos com Pernambuco.

Dilma reconheceu que o Brasil passa por um momento difícil e de desaceleração da economia, mas garantiu que seu governo está empenhado em estabelecer as condições para a retomada do crescimento.

"Os ajustes são conjunturais, eles são necessários e nós estamos determinados a implementá-los. E conjuntamente com eles, a implementar as condições para garantir a expansão não só da nossa infraestruta, mas também do mercado e da indústria automobilística neste momento", afirmou a presidente.

"O Brasil vai continuar trabalhando para criar um ambiente de negócios cada vez mais favorável à indústria brasileira em geral e à indústria automobilístisca. Falo de todas as empresas que escolheram e escolhem o Brasil como sede de seus produtos, do desenvolvimento de sua produção e também do desenvolvimento de suas tecnologias. Todas as empresas muito bem-vindas."

Dilma lembrou durante o discurso, por mais de uma vez, de Campos, morto em agosto do ano passado em um acidente aéreo quando fazia campanha à Presidência pelo PSB, partido que apoiou a presidente em boa parte de seu primeiro mandato, mas que rompeu a aliança para lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto em 2014.

Ela também reiterou o apoio ao governo de Pernambuco, Estado governado por Paulo Câmara, afilhado político de Campos.

"Destaco papel de dois pernambucanos (na instalação do polo automotivo): o ex-governador Eduardo Campos e o ex-presidente Lula, comprometidos com o desenvolvimento do Estado", disse Dilma.

O PSB tem afirmado ser uma "oposição independente" ao governo Dilma no Congresso, depois de o partido apoiar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) contra a petista no segundo turno da eleição presidencial do ano passado.   Continuação...

 
Presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, em Brasília. 24/4/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino