Donos da Galeries Lafayette visam dois assentos no Conselho do Carrefour, diz fonte

quarta-feira, 29 de abril de 2015 14:29 BRT
 

PARIS (Reuters) - A família francesa Moulin, que neste ano se tornou a maior acionista do Carrefour, vai pedir dois assentos no Conselho na próxima assembleia de acionistas da varejista francesa em 11 de junho, disse uma fonte próxima do assunto nesta quarta-feira.

A decisão reflete um reequlíbrio no Carrefour para dar mais força a especialistas de varejo como os Moulin e o brasileiro Abilio Diniz, que neste mês dobrou sua participação e se tornou o quarto maior acionista da companhia, dizem analistas.

A família Moulin, dona da loja francesa de departamento Galeries Lafayette [GALP.UL], vê seu investimento no Carrefour como diversificação num setor de varejo que conhece muito bem.

"(Os nomes de) Patricia Lemoine, a filha de Ginette Moulin, e Philippe Houze serão propostos," disse a fonte para a Reuters.

Moulin é a neta do fundador da Galeries Lafayette, Theophile Bader. Houze, presidente do Conselho da Galeries Lafayette, é seu genro e tem status de observador no Conselho do Carrefour.

Outros principais acionistas do Carrefour incluem o Groupe Arnault, a holding do magnata de luxo e proprietário da LVMH, Bernard Arnault, com 8,99 por cento, e o fundo de investimento norte-americano Colony Capital, com 5,80 por cento. O Groupe Arnault tem dois assentos no Conselho de 14 membros do Carrefour, enquanto o Colony tem um.

No começo deste mês Diniz anunciou que aumentou sua participação no Carrefour para 5,07 por cento.

"Diniz é um bloco a mais depois dos Moulin rumo a uma reorganização do capital do Carrefour na direção de varejistas puros e provavelmente à frente de uma futura saída do Arnault e do Colony do capital", disse o gerente sênior da consultoria Kurt Salmon Yves Marin.

No começo de abril fontes disseram à Reuters que Diniz negociava para comprar parte ou todo da fatia do Groupe Arnault e que queria um assento no Conselho do Carrefour. No entanto, a Península Participações, o veículo de investimento que administra a fortuna do empresário, negou a informação.   Continuação...