26 de Maio de 2015 / às 13:08 / 2 anos atrás

Milícia xiita iraquiana diz liderar operação contra Estado Islâmico em Anbar

Soldado iraquiano leva menino de Ramadi desabrigado nos arredores de Bagdá. 19/05/2015 REUTERS/Stringer

BAGDÁ (Reuters) - Paramilitares xiitas do Iraque anunciaram nesta terça-feira que assumiram a liderança da operação para expulsar o Estado Islâmico da província de Anbar, dando à campanha um codinome abertamente sectário que poderá enfurecer a população sunita local.

O governo iraquiano está lutando para reverter seu maior revés militar em quase um ano, a queda de Ramadi, capital da província de Anbar, a oeste de Bagdá. O primeiro-ministro Haidar Abadi prometeu recapturá-la dentro de dias.

A tomada de Ramadi há uma semana foi rapidamente seguida da queda da cidade de Palmira, na Síria, nos dois maiores ganhos dos combatentes do Estado islâmico desde que no ano passado os Estados Unidos começaram a atacá-los com bombardeios aéreos no Iraque e Síria.

O Estado Islâmico controla faixas de território em ambos os países, nos quais proclamou um califado para governar todos os muçulmanos de acordo com rigorosos preceitos medievais.

Os avanços simultâneos durante a semana passada em extremidades opostas do território controlado pelo grupo levantaram dúvidas sobre a estratégia dos EUA de bombardear os militantes por via aérea, deixando os combates terrestres a cargo das forças iraquianas e sírias.

No Iraque, o fracasso do Exército regular para controlar Ramadi forçou o governo a enviar paramilitares xiitas apoiados pelo Irã para ajudar a retomar a cidade. Os Estados Unidos temem que isso possa enfurecer os moradores da província de Anbar, de esmagadora maioria sunita, e lançá-los nos braços do Estado Islâmico.

Um porta-voz para as milícias xiitas, conhecidas como Hashid Shaabi, disse que a operação é liderada pelo Hashid Shaabi em cooperação e coordenação com as forças armadas na área. “Acreditamos que a libertação de Ramadi não vá demorar muito.” A operação tem o nome “Labaik ya Hussein”, frase em homenagem ao neto do profeta Maomé morto no século 7 numa batalha que gerou a richa entre xiitas e sunitas.

Reportagem dos correspondentes da Reuters em Bagdá; Reportagem adicional de Isabel Coles, em Erbil, e Sylvia Westall, em Beirute

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