Polícia da Suíça prende Marin e outros dirigentes do futebol mundial por corrupção

quarta-feira, 27 de maio de 2015 07:59 BRT
 

Por Mike Collett e Brian Homewood e Curtis Skinner

ZURIQUE/NOVA YORK (Reuters) - A polícia suíça prendeu algumas das figuras mais poderosas do futebol mundial nesta quarta-feira, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, como parte de uma investigação criminal sobre a escolha das sedes das próximas duas Copas do Mundo e outros casos de corrupção, provocando uma crise no esporte mais popular do mundo.

Além da investigação criminal suíça, pelo menos nove dirigentes do futebol e alguns executivos de marketing esportivo vão enfrentar possível extradição aos Estados Unidos para serem julgados por acusações de corrupção, em casos envolvendo mais de 100 milhões de dólares em subornos.

O suíço Joseph Blatter, chefe da organização multibilionária que governa o futebol mundial, não está entre os presos, mas as autoridades detiveram diversos membros abaixo dele na hierarquia da organização esportiva mais rica e poderosa do mundo.

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, estão entre os presos o ex-presidente da CBF e ex-chefe do comitê organizador da Copa do Mundo de 2014 José Maria Marin, atual membro do comitê organizador do torneio olímpico de futebol da Fifa, e o atual vice-presidente e membro do comitê executivo da Fifa Jeffrey Webb.

As prisões, feitas por policiais à paisana, ocorreram durante a manhã em um hotel de luxo de Zurique, onde autoridades da Fifa estavam hospedadas para a eleição presidencial da entidade desta semana, em que Blatter é esperado para ganhar o quinto mandato.

Um indiciamento divulgado por uma corte federal em Nova York acusa os réus de extorsão, fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro, como parte de um esquema que durou mais de duas décadas, de acordo com nota do Departamento de Justiça norte-americano. "A acusação alega que a corrupção é desenfreada, sistêmica e profundamente enraizada tanto no exterior como nos Estados Unidos", disse a procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch, em nota.