16 de Junho de 2015 / às 12:38 / 2 anos atrás

Em "Battlefield: Hardline", o bom é não puxar o gatilho

Pessoas assistindo apresentação da versão beta de "Battlefield: Hardline" durante conferência em Los Angeles. 09/06/2014David McNew

SÃO PAULO (Reuters) - A mais nova versão da série de jogos de sucesso Battllefield deu uma guinada no mínimo interessante para um game de tiro em primeira pessoa: ela recompensa jogadores por não matar pessoas.

"Battlefield Hardline" marca a primeira investida para longe das campanhas militares características da franquia, levando a série para um cenário de polícia e ladrão à lá Miami Vice.

O jogador assume o papel do detetive Nick Mendoza, que descobre que há corrupção em sua unidade de narcóticos enquanto drogas novas e perigosas chegam em Miami e entopem as ruas.

A partir de então, parte-se para a destruição nas ruas, com tiroteios para todos os lados, derrubando todos os bandidos, certo? Não. A ênfase do jogo é a furtividade, e pontos para desbloquear bônus e itens são a recompensa para prender os criminosos, sem matá-los.

O incentivo para evitar a carnificina completa nas ruas é talvez um esforço da Visceral Games e da Electronic Arts para revitalizar a franquia e contornar a controvérsia moral que cercou games como a série Grand Theft Auto -- embora não tenha atrapalhado suas vendas.

Isso inevitavelmente vai frustrar muitos jogadores. Mas as mecânicas de alto risco e alta recompensa de andar silenciosamente e prender bandidos sem ser percebido podem ser divertidas e realmente oferecem uma boa mudança de estilo em comparação à maioria dos games de tiro em primeira pessoa, que se resumem a atirar em tudo que se mova.

Algumas partes do jogo, porém, foram pouco refinadas -- como bandidos que caem no sono logo após serem algemados -- enquanto no modo campanha, o arco principal da história é logo suplantado por uma série de tramas secundárias clichês de filmes de ação da década de 1980.

Isso não quer dizer que muitas sequências de ação não sejam divertidas, mas como seus antecessores na série Battlefield -- que já venderam dezenas de milhões de cópias ao todo -- o principal apelo do Hardline para a maioria dos fãs está no modo multiplayer.

No mês passado, a Electronic Arts divulgou receita e lucro que superaram as estimativas do mercado e atribuíram os bons resultados em parte ao lançamento do Hardline, dizendo que mais de 30 milhões de sessões online de jogo foram disputadas no primeiro trimestre.

O número máximo de 64 jogadores foi mantido, e o cenário mais apertado de um ambiente urbano e a substituição de tanques e caças por caminhões, motos e tirolesas dá uma dinâmica mais frenética aos combates online.

Entre modos de jogo como Ligação Direta, Roubo, Resgate e Mira, e um amplo arsenal de armas, acessórios e opções de customização -- até mesmo para os veículos -- há uma boa quantidade de habilidades novas para se dominar para manter o jogo interessante.

Com Hardline, que pode ser jogado em PC, nos PlayStations 3 e 4, e Xbox 360 e Xbox One, Battlefield se aproxima do estilo de jogo do concorrente Call of Duty, e ao mesmo tempo diferencia-se com veículos, arenas maiores e mais jogadores simultâneos.

Renan Fagalde é repórter da Reuters. As opiniões expressas são do autor

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