Não há evidência de que casal que matou 14 nos EUA era de célula terrorista, diz FBI

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015 18:32 BRST
 

NOVA YORK (Reuters) - Não há evidência de que um casal que matou 14 pesoas na Califórnia neste mês integrasse uma célula terrorista, disse o chefe da polícia federal norte-americana nesta quarta-feira, confirmando que investigadores acreditam que os dois tenham sido inspirados, mas não comandados, pelo Estado Islâmico.

O grupo militante islâmico tem "revolucionado" o terrorismo ao procurar inspirar tais ataques de menor porte, disse o diretor do FBI, James Comey, notando que o grupo usa redes sociais, comunicações criptografadas e propaganda engenhosa para recrutar seguidores ao redor do mundo.

"A Al Qaeda dos seus pais era um modelo muito diferente do que a ameaça que enfrentamos hoje", disse Comey durante uma conferência sobre contraterrorismo em Nova York.

Contudo, ele afirmou que enquanto os executores do ataque a tiros em 2 de dezembro em San Bernardino, na Califórnia --Syed Rizwan Farook, de 28 anos, e Tashfeen Malik, de 29-- haviam manifestado o apoio ao "jihad e ao martírio" em comunicações privadas desde 2013, eles nunca fizeram isso publicamente nas redes sociais.

Ele também declarou que autoridades acreditam que Mohammed Abdulazeez, o suspeito pela morte a tiros de quatro fuzileiros navais e um marinheiro em julho, em Chattanooga, no Tennessee, foi radicalizado por propaganda militante.

"Na minha cabeça, não há dúvidas de que o assassino de Chattanooga foi inspirado e motivado por propaganda de organização terrorista estrangeira", disse ele, sem especificar o grupo.

(Reportagem de Joseph Ax)