CCEE encontra operações ilegais de comercializadoras de energia

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 19:08 BRST
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Seis comercializadoras de eletricidade, entre as quais a unidade de trading de energia do banco BTG Pactual, foram acusadas pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) de realizar operações "em desacordo com a legislação vigente", que a instituição determinou que sejam recontabilizadas.

De acordo com a CCEE, as empresas conseguiram elevar o montante de energia que pode ser vendida aos clientes com desconto na tarifa pelo uso da rede elétrica, conhecida como "energia incentivada".

O desconto é um subsídio, restrito à venda da energia produzida por fontes renováveis, como solares, eólicas, biomassa e pequenas hidrelétricas.

"Os agentes... obtiveram incremento de energia incentivada sem a respectiva identificação de origem em geradores de fonte incentivada", aponta ata de reunião do Conselho de Administração da CCEE que analisou o caso nesta semana, na qual foi decidido que as operações deverão ser desfeitas.

Além da comercializadora do BTG, são citadas pela CCEE na ata Clime Trading, Comerc, Diferencial, FC One, Nova Energia e Prime Energy.

O especialista em comercialização de energia elétrica Alexandre Street, professor da PUC-RJ, disse à Reuters que, em tese, as empresas poderiam ter se favorecido com uma eventual manobra como a que a CCEE identificou.

"Não conheço o caso em questão... mas o comercializador quer entrar nesse mercado de energia incentivada porque ele paga mais... Os preços são um pouco mais elevados porque o desconto oferecido na tarifa de transmissão permite (ao vendedor) aumentar um pouco o preço da energia", explicou.

Procurada, a CCEE informou que "está analisando o processo" neste momento.   Continuação...