Marina reitera compromisso de manutenção de leis trabalhistas

quarta-feira, 24 de setembro de 2014 18:40 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A candidata à Presidência Marina Silva (PSB) reafirmou em evento de campanha com sindicalistas nesta quarta-feira o compromisso de manutenção dos direitos trabalhistas, na tentativa de afastar os temores de que ela defenderia a flexibilização das leis trabalhistas se eleita na eleição de outubro.

“Nós queremos deixar bem claro que a nossa coligação tem o compromisso de não retroceder nenhum milímetro nas conquistas alcançadas a duras penas pelos trabalhadores brasileiros”, disse Marina em um comício com sindicalistas em São Paulo.

Na semana passada, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou que não alteraria direitos dos trabalhadores como a lei de férias, décimo terceiro, hora extra e fundo de garantia “nem que a vaca tussa”.

O comentário da presidente veio um dia depois de Marina falar em "atualização" das leis trabalhistas, ressaltando, no entanto, que manteria os direitos dos trabalhadores.

A ex-ministra do Meio Ambiente também voltou a se comprometer com a manutenção de alguns programas sociais instituídos pelo governo do PT, em sua campanha para “manter” conquistas e “corrigir os erros” do atual governo.

“É fundamental que se qualifique cada vez mais os trabalhadores, para isso a educação de qualidade, programas como o Pronatec são fundamentais para que se tenha empregos que não sejam precários”, disse.

Marina também propôs “aperfeiçoar” o fator previdenciário, criado no segundo mandato do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para evitar aposentadorias precoces e aliviar as contas da Previdência Social.

“Fernando Henrique criou (o fator previdenciário), o PT criticou mas depois manteve . Nós estamos dizendo sem demagogia que nós queremos revisitar para encontrar uma forma correta que não penalize o aposentado, que não penalize o trabalhador. Por que a corda sempre rompe do lado mais fraco”, discursou a candidata.

Na última sexta-feira, o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou que, caso seja eleito, encontrará um caminho para a substituição do fator previdenciário de forma "responsável".

(Reportagem de Pedro Belo)