ENTREVISTA-Marina estuda modelo de BC e reitera importância de não interferência

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 21:12 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro e Maria Pia Palermo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, afirmou que estão sob estudos vários modelos internacionais para se definir como implementar a institucionalização da independência do Banco Central, apresentada em seu programa e que vem sendo criticada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Em entrevista à Reuters nesta quinta-feira, uma cautelosa Marina evitou dizer se nomearia uma diretoria provisória do BC até conseguir a aprovação de uma lei para garantir a independência da autoridade monetária.

A ex-senadora e ambientalista, que critica o que considera interferência política do atual governo no BC, também não quis detalhar se o BC independente teria mandato para controlar apenas a inflação, como atualmente, ou também cuidaria de metas de crescimento ou emprego.

"Estamos discutindo a melhor forma de fazer isso, não vamos fazer nenhum tipo de aventura, temos tranquilidade", afirmou Marina, no Rio de Janeiro. 

"O que nós queremos é recuperar a estabilidade da nossa economia, que o país volte a crescer, que diminua os juros. E vamos controlar a inflação", afirmou.

A candidata disse que estão sob estudo diversos modelos internacionais e argumentou que não daria detalhes, porque poderia sofrer danos eleitorais.

"Queremos o melhor arranjo para o Brasil", afirmou. "Estou sendo muito cuidadosa, porque meia frase que eu digo já vira a manchete que os adversários querem."

"(A proposta) é boa também para os trabalhadores; um Banco Central que não tenha autonomia, que deixa a interferência política, muitas vezes por preocupações eleitorais, leva o nosso país a fazer com que o teto da meta (de inflação) vire o centro", argumentou.   Continuação...

 
Candidata do PSB à Presidência Marina Silva concede entrevista à Reuters nesta quinta-feira.    REUTERS/Sergio Moraes