Se o país estivesse crescendo haveria grave crise energética, diz Marina

sexta-feira, 26 de setembro de 2014 17:30 BRT
 

(Reuters) - A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta sexta-feira que o país estaria enfrentado uma "grave" crise energética se tivesse mantido o ritmo de crescimento de governos anteriores.

Marina voltou a defender o investimento na diversificação da matriz, com foco nas chamadas energias limpas como a solar, a eólica e a proveniente da biomassa.

"Se o Brasil estivesse crescendo como cresceu em governos anteriores, nós estaríamos numa grave crise energética", disse a ex-senadora a jornalistas em Varginha (MG). No primeiro semestre deste ano, o país entrou em recessão técnica.

A candidata, que já foi ministra do Meio Ambiente no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, garantiu que irá manter projetos de hidrelétricas que "provem" viabilidade econômica, social e ambiental.

Ao falar novamente sobre sua proposta de institucionalizar a autonomia do Banco Central, a candidata aproveitou para criticar o atual governo, a alta da inflação e os juros "exorbitantes".

"Os juros estão altíssimos. Nunca aqueles que especularam com o capital financeiro ganharam tanto, como no atual governo", disse Marina, que visitou o reservatório da usina hidrelétrica de Furnas.

Marina reiterou ainda que não permitirá que o Banco Central e os bancos públicos "fiquem à mercê dos interesses políticos".

Questionada sobre o tom da campanha e as críticas que tem recebido, a ex-senadora afirmou que quem tem propostas não se preocupa em "caluniar" ou "desconstruir" adversários.

"Eu tenho dito que quem vai ganhar essas eleições não são as velhas estruturas, do marketing pelo marketing, da troca de ministérios por tempo de televisão, nem o dinheiro, nem o marqueteiro."   Continuação...

 
Candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, em entrevista no Rio de Janeiro. 25/9/2014  REUTERS/Sergio Moraes