Aécio promete subsídio para baixa renda comprar imóvel e acabar com “bolsa-empresário”

sábado, 27 de setembro de 2014 12:47 BRT
 

OSASCO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, prometeu neste sábado que, se eleito, fará um programa habitacional focado na faixa de renda de até três salários mínimos e disse que, como presidente, dará subsídios financeiros “para pobre”, ao mesmo que acabará com o que chamou de “bolsa-empresário”.

Em Osasco, onde deu entrevista coletiva a jornais do interior e fará uma caminhada ao lado do governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, e do ex-jogador da seleção brasileira Ronaldo, Aécio criticou as novas denúncias de corrupção na Petrobras, publicadas pela revista Veja, e voltou a mostrar confiança de que estará no segundo turno da eleição presidencial.

“Quero reafirmar aqui o compromisso de fazer um enorme programa habitacional no Brasil focado na faixa de até três salários mínimos, onde nós não avançamos nesses últimos anos”, disse Aécio, que aparece em terceiro nas pesquisas de intenção de votos, atrás da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, e da candidata Marina Silva (PSB).

“Para os pobres, nós daremos subsídios. Nós vamos acabar é com o bolsa-empresário, com os subsídios a grandes empresas que absolutamente benefício algum têm trazido ao Brasil, inclusive no seu crescimento”, disse Aécio, numa referência aos empréstimos com juros subsidiados dados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O tucano também se comprometeu a desonerar as empresas de saneamento básico do PIS/Cofins e com a mobilidade urbana.

Ao comentar as denúncias de corrupção na Petrobras, depois de a revista Veja afirmar que o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa teria dito em depoimento que a coordenação da campanha de Dilma em 2010 teria pedido dinheiro de um esquema de corrupção na estatal. Aécio voltou a dizer que o governo do PT “deseduca” os brasileiros.

Ele também centrou fogo na ex-senadora Marina, lembrando mais uma vez do histórico petista da rival.

“Eu não quero nem o PT que está aí, nem o PT renovado na Presidência da República”, alfinetou o tucano. “Estou extremamente otimista, chegou a hora da arrancada, ela já começa a acontecer e no dia 5 de outubro nós estaremos no segundo turno.”

(Por Eduardo Simões)