Computadores da Petrobras e de prefeitura tucana atacaram site de Marina, diz campanha

terça-feira, 30 de setembro de 2014 21:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Um computador da Petrobras e outro de uma prefeitura comandada pelo PSDB no Rio Grande do Sul foram usados para um ataque de hackers ao site da campanha da candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, disse nesta terça-feira o coordenador da campanha Walter Feldman.

Segundo ele, o ataque realizado na madrugada de 12 de setembro deixou o site da campanha cerca de cinco horas fora do ar. A equipe de tecnologia da candidata do PSB detectou que o ataque contou com 1.365 computadores que realizaram 4 milhões de acessos ao site em 16 minutos, tirando-o do ar.

Feldman disse que a equipe da campanha conseguiu detectar, por enquanto, três computadores envolvidos: um da Petrobras, um da prefeitura gaúcha de Ivoti, comandada pelo PSDB, e um da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Isso tipifica crime", disse Feldman a jornalistas em entrevista coletiva para tratar do assunto.

A Petrobras informou, por meio da assessoria de imprensa, que somente se manifestará "após ter conhecimento do teor da denúncia que será feita pela Coligação Unidos pelo Brasil".

Mais tarde a coligação encabeçada por Marina divulgou nota informando que entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) propondo a investigação do episódio.

A nota afirma ainda que a equipe de tecnologia da campanha também detectou endereços de IP das empresas de telefonia Net, GVT e Brasil Telecom, além de 11 IPs localizados geograficamente em Brasília.

"Foi algo planejado e que custou", acrescentou Feldman, afirmando que o caso precisa ser investigando e que não estava vinculando nenhum partido rival ao ataque.

Ainda assim, Feldman falou em ética e questionou como os computadores da Petrobras, que segundo ele teriam uma capacidade maior de blindagem, podem ter sido usados no ataque.   Continuação...