Na TV, Marina recorre a Eduardo Campos na reta final da campanha

terça-feira, 30 de setembro de 2014 22:17 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A candidata pelo PSB à Presidência, Marina Silva, recorreu à memória e à família de Eduardo Campos no penúltimo dia de propaganda eleitoral obrigatória na TV.

A trágica morte em acidente aéreo em agosto do político, que até então era o candidato do PSB à Presidência, causou forte comoção popular e jogou a candidata, à época vice da chapa, ao centro da disputa eleitoral já angariando boa parcela das intenções de voto.

Mas Marina, que chegou a ter uma vantagem de 20 pontos percentuais sobre o terceiro colocado, Aécio Neves (PSDB), vem perdendo terreno nas últimas semanas e uma vaga que parecia garantida para o segundo turno já não é mais tão certa.

"Tem uma frase que é de Victor Hugo que Eduardo gostava muito de dizer e parece que eu estou escutando ele dizendo sempre isso, que é 'não existe nada mais poderoso que uma ideia cujo tempo chegou. E a sensação que eu tenho é que esse tempo chegou, e essa ideia é Marina", disse a viúva de Campos, Renata, em trecho exibido no programa de TV de Marina nesta terça-feira.

Em outro momento, o programa exibe áudio de Campos dizendo a frase que ficou marcada na campanha por ele: "não vamos desistir do Brasil". E ainda aparecem trechos de discurso de um dos filhos de Campos, João, em comício em Recife.

"No dia 5, quando eu sentar de frente na urna para votar no presidente do Brasil eu, Marina, eu não vou desistir do Brasil. Eu vou votar 40, eu vou votar em Marina Silva para ser a futura presidente do Brasil", disse o filho do político morto.

Aécio, por sua vez, utilizou seu programa para reforçar suas propostas e apresentou trechos do último debate presidencial em que bate novamente na tecla da corrupção, tendo como principal alvo a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT.

A campanha da presidente tem enfrentado críticas e ataques relacionados à corrupção, principalmente após denúncias recentes de suposto esquema de propinas em contratos da Petrobras.

Dilma também reaproveitou partes do debate para expor contradições de Marina no programa desta terça e criticou o posicionamento da adversária em relação a temas como a CPMF, a homofobia e a redução da participação de bancos públicos.   Continuação...