2 de Outubro de 2014 / às 20:29 / 3 anos atrás

Aécio diz que entrará com ação contra PT no TSE por Correios

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira que entrará com duas ações contra o PT, uma na Justiça comum e outra no Tribunal Superior Eleitoral, para que os Correios sejam investigados por não entregar correspondências eleitorais de tucanos endereçadas a moradores de Minas Gerais.

Para Aécio, o PT, da presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, ultrapassa todos os limites da utilização do Estado brasileiro em nome de um projeto de poder.

Uma reportagem do jornal O Estado de S.Paulo apresentou nesta semana um trecho gravado de reunião com a presença do presidente dos Correios, na qual o deputado estadual mineiro petista Durval Ângelo dizia que Dilma só chegou aos 40 por cento das intenções de votos em Minas porque "tem dedo forte dos petistas dos Correios".

”Isso tem que acabar", disse Aécio a jornalistas no comitê do partido no Rio de Janeiro. "Expresso aqui a minha indignação, todos que disputam eleição tem que estar preparados para vitória e derrota, mas isso não é aceitável.”

“O PSDB está entrando no TSE denunciando esse abuso de poder político e também com um ação criminal. Há um crime previsto no código penal para o descarte de material de campanha de quem quer que seja”, acrescentou.

O tucano afirmou que o partido contatou eleitores que deveriam ter recebido as correspondências de campanha de Aécio Neves nos últimos dias e constatou que elas não foram entregues pelos Correios. Segundo Aécio, houve uma enxurrada de reclamações no Estado de Minas Gerais.

“O vídeo é a confissão mais clara, deslavada de um crime cometido... é um deputado do PT que disse que fez isso em todo Estado. Isso é uma indignação e estamos numa democracia. O PT mostra mais uma vez desrespeito à democracia”, disse Aécio.

Em nota, os Correios negaram envolvimento institucional com a campanha de candidatos, ressaltando que a atuação de funcionários fora do expediente é de responsabilidade dos próprios funcionários.

Sobre as acusações de Aécio, os Correios divulgaram uma nova nota na quarta-feira afirmando que "a entrega de material de campanha de todos os candidatos está sendo realizada dentro do cronograma previsto e amplamente divulgado".

"Em agosto e setembro, os Correios realizaram a entrega de mais de 11,2 milhões de itens referentes à campanha de Aécio Neves, sem qualquer reclamação do cliente", acrescentou a nota.

Outro alvo das acusações do tucano sobre corrupção no governo, Aécio disse que a Petrobras virou o “caixa” do projeto de poder petista e palco de inúmeros escândalos.

O tucano também atacou a presidente com base em notícia do jornal O Globo, que cita a ata da reunião do conselho da estatal mostrando que o ex-diretor Paulo Roberto Costa não foi demitido, mas renunciou ao cargo.

"O fato é que a presidente da República faltou com a verdade à população brasileira", disse o candidato do PSDB, referindo-se a declarações recentes de Dilma de que ele teria demitido o executivo. "Está na ata do Conselho da Petrobras... e ainda houve reconhecimento de serviços prestados à empresa."

SEGUNDO TURNO

Faltando três dias para as eleições e cada vez mais próximo da candidata do PSB, Marina Silva, nas pesquisas eleitorais, Aécio evitou falar sobre a estratégia do PSDB no segundo turno.

Questionado se ele e Marina estarão juntos na segunda etapa das eleições, uma vez que as pesquisas apontam que Dilma está garantida, o tucano reiterou que ele é o candidato mais forte para derrotar a presidente no segundo turno.

“Estou pronto para enfrentar a candidata oficial e até ansioso para fazer isso. Quero confrontar os equívocos do seu governo, o desprezo à ética e os resultados pífios da economia e da área social”, afirmou ele

“Tenho pés no chão, vamos esperar o resultado das urnas. A candidata Marina é extremamente competitiva, disputa a possibilidade de lá estar... a nossa candidatura é a que as melhores chances de vencer o PT no segundo turno e de governar o Brasil, no segundo turno vamos conversar o que fazer”, acrescentou.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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