2 de Outubro de 2014 / às 21:29 / 3 anos atrás

Bovespa fecha em alta de 1,25%, após 3 dias de queda, à espera de pesquisas e debate

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa interrompeu a sequência de perdas dos últimos três pregões e fechou em alta nesta quinta-feira, amparada nos ganhos de ações de bancos, em sessão marcada por ajustes técnicos dos papéis que caíram fortemente nos últimos dias.

A volatilidade seguiu presente, com investidores especulando sobre novas pesquisas eleitorais e no aguardo do último debate presidencial antes do primeiro turno das eleições, que acontece no domingo.

O Ibovespa subiu 1,25 por cento, a 53.518 pontos, após cair 7,6 por cento nos últimos três pregões, o que levou o principal índice do mercado à mínima em quase quatro meses na véspera.

Nesta sessão, o índice chegou a recuar 0,7 por cento, a 52.480 pontos, no pior momento do dia.

O volume financeiro do pregão somou 7,7 bilhões de reais.

"Foi uma recuperação modesta da queda recente, que parecia exagerada. Boatos sobre pesquisa também ajudaram, mesmo sem muita credibilidade", disse o gestor de renda variável de uma administradora de recursos, que preferiu não ser identificado.

"A única certeza é que a volatilidade continuará alta", afirmou.

A melhora em Wall Street ajudou, com os principais índices passando a oscilar ao redor da estabilidade, após frustração com comentários do presidente do Banco Central Europeu ditar um tom mais pessimista na primeira etapa dos negócios.

O índice norte-americano S&P 500 encerrou estável, a 1.946 pontos, após ter recuado 1 por cento na mínima da sessão.

O operador da gestora de recursos Asset Management Quantitas Thiago Montenegro destacou a volatilidade das ações do chamado 'kit eleição', antes de nova rodada de pesquisas eleitorais e o último debate presidencial do primeiro turno.

Os institutos Datafolha e Ibope divulgam novos números sobre intenções de voto dos brasileiros no início da noite, enquanto a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, Marina Silva, do PSB, e Aécio Neves, do PSDB, devem atrair os holofotes no debate presidencial que a TV Globo transmite nesta noite.

Em setembro, pesquisas eleitorais mostraram recuperação de Dilma na corrida presidencial. Operadores e analistas têm manifestado insatisfação com as diretrizes econômicas do atual governo e as chances maiores de vitória da petista motivaram um forte ajuste para baixo na Bovespa.

As ações da Petrobras, bastante afetadas pelo noticiário eleitoral, fecharam em alta de cerca de 1 por cento, após terem recuado mais cedo. Nos três pregões anteriores, as preferenciais da estatal acumularam queda de 18,4 por cento, enquanto os papéis ordinários desvalorizaram-se 17,3 por cento.

Mas foram papéis de bancos, que também têm reagido à dinâmica da eleição, que responderam pelas principais influências positivas para alta do Ibovespa, com destaque para Bradesco e Itaú, que vinham de quedas acumuladas de 12,5 por cento nas últimas três sessões.

Em nota a clientes, o Deutsche Bank chamou a atenção para a forte queda das ações dos bancos brasileiros no último mês, em meio a mudanças no cenário mostrado por pesquisas eleitorais. Para a instituição, o movimento é exagerado e abre espaço para compras.

No final do dia, a Moody's reduziu a perspectiva sobre o sistema bancário brasileiro de "estável" para "negativa", diante de um cenário operacional no país cada vez mais difícil.

ALÉM DO DIA 5

Vale também ajudou na alta. Na véspera, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) informou que o embarque de minério de ferro do Brasil em setembro foi o maior em quase três anos.

Gol encontrou suporte na trajetória mais comportada do dólar frente ao real e devolveu parte da perda de 14 por cento acumulada em quatro pregões seguidos.

Os papéis da CCR também se destacaram no campo positivo, com ganho de 4 por cento, após terem recuado 4,5 por cento na véspera. Nesta quinta-feira, o Itaú BBA elevou a ação para "outperform", acima da média do mercado.

O papel da Cosan Log, resultado da cisão da parcial da Cosan, estava previsto para estrear na bolsa nesta sessão, mas teve o início dos negócios adiado para 6 de outubro.

A ação da Restoque, dona de marcas como Le Lis Blanc e Bo.Bô, que não faz parte do Ibovespa, disparou 10,62 por cento, após seu Conselho de Administração aprovar a incorporação de 100 por cento das ações de emissão da Dudalina.

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