Datafolha e Ibope sugerem Dilma e Aécio no segundo turno

sábado, 4 de outubro de 2014 18:29 BRT
 

Por Alexandre Caverni

SÃO PAULO (Reuters) - As últimas pesquisas Datafolha e Ibope antes da eleição de domingo mostraram uma inversão na disputa pelo segundo lugar, e pela primeira vez Aécio Neves (PSDB) está em vantagem numérica sobre Marina Silva (PSB), mas a situação ainda é de empate técnico entre os dois.

Apesar do empate estatístico, como a vantagem numérica é de Aécio nos dois levantamentos divulgados neste sábado e sua trajetória de intenção de votos é ascendente e a de Marina descendente, os dados indicam que o tucano será o adversário da presidente Dilma Rousseff (PT), que tenta a reeleição, no segundo turno.

Dilma segue com folga na liderança da corrida presidencial, mas não o suficiente garantir sua vitória já no primeiro turno. Considerando os votos válidos (que excluem brancos, nulos e indecisos), a presidente tem 44 por cento no Datafolha e 46 por cento no Ibope --nos levantamentos anteriores conhecidos na quinta-feira, ela tinha, respectivamente, 45 e 47 por cento.

Já Aécio teve um forte impulso final: ele passou a 26 por cento no Datafolha e a 27 por cento no Ibope --na quinta-feira, o tucano tinha 24 e 22 por cento.

Marina, enquanto isso, acentuou sua trajetória de queda, passando a 24 por cento no Datafolha e no Ibope --ante 27 e 28 por cento, respectivamente.

Como a margem de erro das duas pesquisas é de 2 pontos percentuais, o tucano e a candidata do PSB estão em situação de empate técnico.

Considerando o eleitorado total, as duas pesquisas mostram que ainda há 5 por cento de indecisos. Os que planejam votar branco e nulo são 4 por cento pelo Datafolha e 7 por cento pelo Ibope.

No início de setembro, Marina --que se tornou presidenciável com a morte de Eduardo Campos num acidente aéreo em meados de agosto-- chegou a ter de 20 pontos percentuais de vantagem sobre Aécio pelo Datafolha e de 18 pontos pelo Ibope.   Continuação...

 
Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) durante debate na TV Globo em 2 de outubro. REUTERS/Ricardo Moraes